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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

IBGE pode mudar critérios para definir repasses do FPM

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O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Nunes, defendeu a mudança de um dos critérios utilizados no repasse de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). É uma resposta às críticas de senadores e prefeitos aos resultados da contagem populacional realizada pelo IBGE no ano passado, que apontou reduções no número de habitantes de vários municípios – o que, como conseqüência, levou à diminuição no repasse de recursos daquele fundo para essas localidades.

Em outros, o aumento apontado pelo órgão foi considerado abaixo da realidade. Como é o caso de Sinop, em que o último censo apontou variaçaõ de 3,9% no número de habitantes, passando de 101 mil para com 105.762. A prefeitura recorreu, mas não obteve êxito.

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A proposta foi apresentada durante audiência pública realizada no Senado, pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR). Ele afirmou que a lei que define os critérios de partilha dos recursos do FPM contém “uma fonte geradora de discordâncias que lhe é intrínseca”.

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O presidente do IBGE explicou que a verba repassada aos municípios não aumenta exatamente conforme o número de habitantes, mas a cada 3.396 habitantes. Assim, ressaltou ele, “quanto maior o múltiplo de 3.396, maior o volume de recursos recebidos do fundo”.

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Para demonstrar que esse critério gera distorções, Eduardo Pereira Nunes citou como exemplo um município que registra um aumento de 3.394 habitantes em sua população – apenas duas pessoas a menos do que o índice necessário para o aumento do repasse. Nesse caso, destacou ele, a prefeitura deixa de receber uma verba maior porque não atendeu ao critério. “E o IBGE é obrigado a seguir essa lei”, frisou o presidente da instituição.

A proposta do IBGE prevê a extinção do critério de “faixas de múltiplos de 3.396” e a sua substituição pelo critério de “faixa contínua”, em que o aumento da quantidade de habitantes – independente do número – leva obrigatoriamente ao aumento dos recursos a serem repassados pelo fundo.

Como contraponto às críticas de senadores e prefeitos, Eduardo Pereira Nunes declarou que, se por um lado cerca de 400 municípios terão seus repasses do FPM reduzidos neste ano, por outro lado aproximadamente 1.600 passarão a receber mais recursos desse mesmo fundo.

“Portanto, estamos discutindo aqui a situação das prefeituras que estão perdendo, mas não daquelas que estão ganhando”, observou ele.

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