Riva se reúne com PP e deixa de ser interlocutor após escolha de secretário
“Prefiro ficar isolado em cima da verdade a ficar iludido com mentiras. Não sou mais interlocutor de um partido que não respeita as próprias decisões”, disse o deputado José Riva, 1º secretário da Assembléia, que assegurou não ter apego a cargo público. “Apóio Mato Grosso e qualquer medida que ajude aos municípios a saírem da penúria a que estão relegados constantemente”, cutucou.
Riva reclamou e disse não ter nada contra a indicação de Yuri Jorge, atual secretário de Turismo, e que o apóia assim como apóia Blairo Maggi pela governabilidade. “O problema maior é que no momento em que o interesse particular é atingido, todos se esquecem do coletivo”, explica ele, lembrando que não existe documento, nem pedido de secretaria, apenas uma conversa reservada entre ele e o chefe do Poder Executivo. “Aqui os deputados do meu partido fazem até 50 ofícios indicando nomeações para cargos, só que nenhuma é atendida, agora uma nomeação de interesse do Estado aconteceu sem que ninguém soubesse, ou se sabia não contou para os demais”, disse.
Citando nominalmente o deputado Pedro Henry e os deputados estaduais Maksuês Leite, Airton Rodina – Português e Campos Neto, Riva frisou que “não sou palhaço e sei que tenho defeitos, mas sou leal e tive 83 mil votos sozinho, não precisei de legenda para me eleger, agora ajudei muitos dos que aí estão a conquistarem uma vaga”.

Para ele o desrespeito partiu do governo que já fez a mesma coisa com outras agremiação como o DEM que ficou como tendo indicado o secretário de Infra-estrutura, Vilceu Marchetti, só que o partido não reconhece a indicação. “Volto a frisar que na minha cara não está escrito trouxa e vou passar a tratar o governo na mesma moeda que sou tratado, ou seja, dissimuladamente”, garantindo que não sai do partido, mas não vai referendar as escolhas apontadas pela sigla.







