Milhares de pessoas protestam em Juina contra medida embargando áreas
O comércio e a Prefeitura de Juína fecharam as portas hoje de manhã, em manifesto contra o decreto 6.321 do Governo Federal, proibindo novos desmates em 19 municípios mato-grossenses, apontados como maiores devastadores da Amazônia. Mais de duas mil pessoas se reuniram na praça da Biblia. Também participaram os prefeitos Hilton Campos, de Juína, e Oscar Ribeiro, de Juara, autoridades e sindicatos de Colniza, Cotriguaçú, Nova Bandeirantes, Aripuanã, Porto dos Gauchos, Brasnorte e Nova Maringá.
O prefeito Oscar Bezerra, de Juara, parabenizou as autoridades locais e sugeriu que os outros municípios façam o mesmo. “O Brasil é o único país do mundo onde a polícia persegue o trabalhador, não podemos concordar com esse decreto”, enfatizou.
O presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso (FAMATO), Rui Prado, destacou que Mato Grosso precisa continuar sendo estado produtor respeitando as leis, e não concorda com os números apresentados pelo INPE. “O governador determinou um novo levantamento dos dados pela SEMA e comprovou que os números estão errados”, afirmou.

Hoje à tarde, os serviços serão normalizados. Produtores e empresários participam de um encontro com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), em que serão explicadas as conseqüências do decreto e as medidas que estão sendo tomadas pelo setor.
Juína é o quarto na relação dos que mais desmataram nos últimos 5 meses de 2007, de acordo com dados do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. A base da economia do município é baseada no setor madeireiro, agricultura e pecuária
(Atualizada às 14h29)







