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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Transporte: sindicato diz que Ager-MT funciona precariamente

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A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT), responsável pela regulação e fiscalização do transporte rodoviário de passageiros no Estado e fixação das tarifas, não possui a estrutura adequada para fiscalizar o setor e atua ‘precariamente’. A avaliação é da própria Ager, em reportagem veiculada ontem na imprensa.

Na reportagem, a presidente da Ager, Márcia Vandoni, diz que a fiscalização pela autarquia é dificultada em função dos contratos com as empresas concessionárias serem antigos. “Isso não os torna ilegais, muito menos compromete o sistema. Os empresários não podem ser responsabilizados pela incapacidade da Ager, pela falta de fiscalização. Muito pelo contrário, eles têm pedido fiscalização constantemente”, rebate o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros de Mato Grosso (Setromat), Júlio César Sales Lima. Ele aponta que é preciso observar “a quem interessa denegrir a imagem do transporte de passageiros no Estado de Mato Grosso”.

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Apesar da presidente da Ager classificar como ruim o transporte rodoviário de passageiros do Estado, relatórios da Ouvidoria da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) apontam empresas mato-grosenses, tais como Real Norte, Viação Xavante, Barratur Transportes, Transporte Satélite e Transportes Andorinha, com nível de satisfação “acima do esperado” pelos passageiros.

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Segundo Júlio César Lima, há necessidade da Ager ser reestruturada pois uma autarquia de tamanha importância não pode alegar incapacidade na fiscalização, e isso vem ocorrendo constantemente na fala da presidente da autarquia. “Quem não tem competência, que não se estabeleça. Quem atua precariamente é a Ager-MT e não as empresas. Se há irregularidades, por que a agência reguladora não fiscaliza?”, questiona.

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Ele salienta que as empresas que operam no Estado de Mato Grosso tem “alto de nível de qualificação dos motoristas e contínua renovação da frota. A idade média dos veículos utilizados no Estado está dentro de um nível que varia de ótimo a excelente. Basta fazer uma observação séria para a comprovação disso. Os motoristas também passam por uma bateria de exames clínicos e médicos, e treinamentos na condução dos veículos (ônibus), o que não acontece no transporte clandestino, e, principalmente, nos casos de autorizações precárias, constantemente concedidas pela Ager-MT”, destaca.

Conforme o vice-presidente do Setromat, Luiz Abílio Vieira, uma avalanche de autorizações precárias foram expedidas pelo Poder Concedente sem que a autarquia tivesse condições de fiscalização. “Isso prejudica o desenvolvimento do trabalho das empresas concessionárias, uma vez que, para a manutenção de uma estrutura adequada, há necessidade de haver, da mesma forma, uma demanda suficiente para a manutenção das mesmas”, avalia.

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