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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Senador de MT critica excesso de medidas provisórias

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O senador Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) criticou em Plenário ontem o uso abusivo de medidas provisórias (MPs) pelo Executivo e afirmou que o Parlamento deve "abandonar a inércia e retomar suas prerrogativas constitucionais", asseguradas pela Constituição de 88.

– O que precisamos, de fato, é abandonar essa atitude de inércia que tem caracterizado o parlamento brasileiro, que tem abdicado de sua prerrogativa de legislar para ficar a reboque do Poder Executivo – criticou.
Osvaldo Sobrinho sublinhou o parecer favorável do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, ao entendimento do presidente da Câmara Michel Temer, segundo o qual a MP deve dispor somente sobre leis ordinárias e não poderia, portanto sobrestar todas as deliberações legislativas, mas só as que tenham por objeto matérias no âmbito das leis ordinárias.

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"A deliberação emanada do presidente da Câmara dos Deputados parece representar um sinal muito expressivo de reação institucional do Parlamento a uma situação de fato que se vem perpetuando no tempo e que culmina por frustrar o exercício, pelas Casas do Congresso Nacional, da função típica que lhes é inerente, qual seja a função de legislar", leu o senador o parecer proferido pelo ministro Celso de Mello.

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Para Osvaldo Sobrinho, não só o raciocínio do presidente da Câmara possui "lógica e consistência incontestáveis", como a própria Constituição permite que se refute o uso indiscriminado de medidas provisórias. Os parágrafos 5º e 9º do artigo 62,respectivamente, dizem que "a deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá do juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais" e "caberá à comissão mista de deputados e senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma das casas do Congresso Nacional".

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Osvaldo Sobrinho admitiu que a Emenda Constitucional nº 32, criada com o objetivo de restringir o uso das MPs, acabou prejudicando gravemente o funcionamento do Legislativo, devido à previsão do trancamento da pauta.
De acordo com o parlamentar pelo Mato Grosso, o parlamento tem o instrumental necessário não para afrontar o Executivo, mas para refutar que MPs sejam encaminhadas de forma indiscriminada, impedindo o exame das demais proposições.

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