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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Wilson defende na AMM que prefeituras fiquem com maior parte de impostos

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O modelo de divisão e gestão dos tributos no Brasil precisa ser revisto urgentemente. A tese foi defendida pelo prefeito Wilson Santos, ao participar hoje do Encontro de Prefeitos Mato-grossenses, realizado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Wilson defende a inversão imediata do pacto federativo como a única saída para o crescimento dos municípios brasileiros.

"O país não vai avançar se não mudarmos esse pacto federativo, pelo qual a União fica com 64% do bolo tributário, o Estado com 22% e os municípios com apenas 14%. Isso é covardia com os 5.565 municípios brasileiros", criticou Santos. O chefe do Executivo Municipal pontua que são os prefeitos que conhecem os principais problemas das cidades, onde e quanto precisa ser investido.

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"Somos nós que temos capilaridade para diagnosticar as prioridades dos municípios. Os cidadãos, se fizermos uma pesquisa, não saberão definir qual a função do presidente da República, qual o dever do governador, mas do prefeito eles sabem. O povo sabe o time pelo qual o prefeito torce, onde ele mora, como ele age. Para os munícipes, o que é feito ou não nas cidades é responsabilidade do prefeito. Infelizmente o governo ainda não chegou nesse nível de entendimento e nós continuamos sendo burros de carga", argumentou Wilson.

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O prefeito cuiabano recordou de uma declaração do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que afirmou que se o Estado não tivesse o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), "seria apenas um pagador de salários". "O Fethab foi criado por Dante Martins de Oliveira. Lembro-me que a proposta era de que 50% ficariam com os municípios. Em Cuiabá eu nunca recebi um centavo. Hoje nós somos apenas pagadores de salários, sem nenhuma capacidade de investimento próprio", acentuou.

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Os municípios brasileiros também sofreram com o corte dos repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), prejudicando o bom andamento das políticas educacionais das cidades. "Na Capital nós perdemos nada menos que R$ 19 milhões em 2009. São perdas que causaram um impacto muito grande na educação. Na condição de vice-presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), estou trabalhando para que o Governo Federal recomponha essas perdas", adiantou.

Wilson Santos também criticou a necessidade do repasse de cerca de 50% do valor arrecado com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ao Estado. "O Executivo Estadual fica com metade do que arrecadamos com IPVA, mas não faz nenhum tipo de serviço. Tudo que é feito em relação ao trânsito é de responsabilidade da prefeitura. Nós é que fazemos 100% dos serviços, porém só recebemos metade dos recursos", disse.

 

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