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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Seis partidos formam bloco em Mato Grosso para eleições

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A chamada “Terceira Força”, uma articulação que começou com o PSB, PV e PDT, decidiu firmar nesta sexta-feira “o compromisso de construírem, juntos, um novo projeto para o desenvolvimento do estado de Mato Grosso”. Agora, com o reforço do PPS, PCdoB, PMN e PRTB. Esse tal “novo projeto de desenvolvimento” , na prática, significa a construção de uma aliança eleitoral para disputar a eleição do ano que vem. Na reunião, realizada na sede do PDT, voltaram a ser mencionado os nomes do deputado estadual Otaviano Pivetta, do PDT; do empresário Mauro Mendes, recém-chegado ao PSB; e do deputado Percival Muniz, do PPS.

Fora isso, o PDT ainda cogita a hipótese de ter a filiação do procurador da República José Pedro Taques, que vem discutindo a possibilidade de ingressar na política e está avaliando um partido que lhe possa dar condições de disputar a eleição ao Senado Federal. Além do PDT, Taques discute a possibilidade de se filiar ao Partido Verde, da senadora Marina Silva, pré-candidata a presidente da República. “Vamos insistir em filiá-lo” – disse Luluca Ribeiro, da Juventude do PDT.

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Na quinta-feira, o projeto dos seis partidos será levado ao empresário Mauro Mendes. Ele não participou da reunião. A princípio, como sempre na política, o ponto de partida e conversar, mas, em verdade, a “Terceira Força” buscará convencer o empresário a rever o apoio que emprestou ao vice-governador Silval Barbosa, do PMDB, cujo projeto de candidatura vem sendo “bancado” pelo governador Blairo Maggi. Ao deixar o PR para se filiar ao PSB, todos davam como certo que Mendes seria candidato ao Governo do Estado, com a proposta de apoiar Ciro Gomes a presidente.

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A rigor, a saída de Mendes acabou provocando fortes reações e o empresário – que diz, como de fato, nunca ter anunciado que era candidato ao Governo – acabou por manter-se na mesma linha da época em que era do PR. Apesar de ter deixado em aberto a possibilidade de disputar a eleições do ano que vem. Mendes disse que só pretende discutir sua participação no processo eleitoral em 2010, ano da eleição.

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Para viabilizar esse projeto, será realizado um grande encontro popular e democrático, em Cuiabá, no mês de novembro, com a participação de lideranças políticas, movimentos sindicais, segmentos empresariais, mulheres, negros, índios, jovens e outros. “As siglas se comprometem também em construir uma chapa de candidatos ao governo de Mato Grosso, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa, com lideranças empenhadas na prática política” – diz o documento oficial, extraído da reunião.
“O quadro político é bom e o projeto também é muito bom” – emendou o deputado Otaviano Pivetta. Segundo ele, o mais importante é que o projeto prevê a participação e, acima de tudo, ocupação de espaço por todos que participam. Segundo o parlamentar, que vive entre críticas e afagos com o governador Blairo Maggi, de quem é amigo pessoal, os projetos políticos de outros partidos “não atentam aos interesses da sociedade”.

O documento conjunto fala em ainda em “necessidade” e “sonhos” e que os seus partidos, através de suas lideranças, “se comprometem em trabalhar socialmente por um Mato Grosso mais justo, ambientalmente sustentável e economicamente forte”.

 

 

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