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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Governadora diz que MP persegue Pará e “não faz nada em Mato Grosso”

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A governadora paraense Ana Júlia Carepa (PT), disse que as 21 ações do Ministério Público Federal pedem indenização de R$ 2,1 bilhões de pecuaristas e frigoríficos que comercializaram animais criados em fazendas desmatadas ilegalmente no Estado, representam “perseguição ao Pará”. O Estado é líder nacional em destamamentos, de acordo com último levantamento do Inpe. Ana Júlia disse que é uma perseguição ao Pará porque o Ministério Público Federal “não faz nada em Mato Grosso e em outros lugares como a Mata Atlântica, onde existem pecuaristas criando gado em área de desmatamento”, atacou, em entrevista ao jornal O Globo.  “Nesses lugares também tem pecuária. Cadê a atuação? Não podemos ser castigados, o povo do Pará não pode ser castigado por erros passados”, disse a governadora, em encontro de ex-governadores e governadores petisas.

O governo do Pará pediu ao Ministério Público Federal um prazo de 60 dias para que seja assinado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) em que pecuaristas, frigoríficos e o estado se comprometem a tomar medidas saneadoras.
“Precisamos recuperar essas áreas, mas não podemos criminalizar toda uma atividade produtiva e gerar milhares de desempregados. É muito fácil, com uma caneta, desempregar milhares”, criticou a governadora.

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Por outro lado, ela defende que os pecuaristas façam seus planos de reflorestamento dentro do programa de plantio de 1 bilhão de árvores. Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart suspenderam a compra de carnes de 11 frigoríficos apontados pelo MPF do Pará como comercializadores de gado criado em área de devastação da Amazônia.

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As ONGs também estão mostrando força na lutra contra a criação de gado em áreas na Amazônia. A Amigos da Terra – Amazônia Brasileira informou que conseguiu atingir um objetivo de campanha: fazer com que a International Finance Corporation (IFC), braço para setor privado do Banco Mundial, voltasse atrás em sua decisão de financiar em US$ 90 milhões a expansão na Amazônia do frigorífico Bertin, maior exportador do Brasil. O projeto seria para expansão pecuária no Acre. A ONG aponta que o frigorífico estaria comprando carne de pecuaristas que criam gado em áreas onde houve desmatamentos ilegais. Oficialmente não foi anunciado pelo banco a suspensão do financiamento.

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