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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Tribunal retira pedido para desativar Comarcas no Nortão

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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Mariano Alonso Ribeiro Travassos, anunciou esta tarde que o Conselho da Magistratura pedirá ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a desistência do pedido de providências sobre a suspensão do funcionamento de comarcas mato-grossenses consideradas de baixo movimento forense. O anúncio foi feito durante audiência pública ocorrida hoje, na Assembléia Legislativa em Cuiabá. As comarcas cujo funcionamento está sendo questionado são: Apiacás, Campinápolis, Feliz Natal, Itaúba, Jauru, Matupá, Nortelândia, Nova Canaã do Norte, Nova Ubiratã, Novo São Joaquim, Paranaíta, Porto Esperidião, Querência, Tapaborã e Terra Nova do Norte.

Travassos manifestou-se de forma resoluta contrária à suspensão de funcionamento de quaisquer comarcas, enfatizando que as deficiências existentes precisam ser sanadas, e as comarcas dotadas de condições, meios e estrutura para bem desempenhar suas funções e “não serem suspensas”. A posição do desembargador foi recebida com entusiasmo, e aclamada pelos presentes à sessão que reuniu desembargadores, juízes, deputados estaduais, secretários de Estado, prefeitos, vereadores, representantes dos municípios que integram as comarcas em discussão.

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“A prestação jurisdicional deve estar presente em todas essas comarcas e é para isso que o Poder Judiciário existe. Venho trabalhando para manter a funcionalidade dessas comarcas e vamos convencer as autoridades do CNJ de que não é viável politicamente, socialmente e nem é conveniente suspender as atividades nessas comarcas”, consignou o desembargador ao destacar que a instalação de cada uma dessas unidades representa uma conquista da sociedade, não podendo ser suspensa em meio a uma discussão sobre viabilidade econômica.

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Em sua explanação, o desembargador Mariano Alonso Ribeiro Travassos realçou que a maioria dessas comarcas fora instalada durante a gestão do desembargador José Ferreira Leite (biênio 2003/2005), período no qual ele atuou como corregedor-geral da Justiça. Afirmou que a instalação de mais de 30 unidades no curto período de dois anos foi antecedida de um intenso trabalho político e social, no qual buscou-se apoio da sociedade, de prefeitos, de deputados e clubes sociais a fim de que fossem instaladas as comarcas, atendendo aspiração das comunidades. “Não se fecha uma comarca porque existem deficiências estruturais. O que se faz são parcerias entre os três poderes para que se corrijam essas falhas”, sublinhou o desembargador.

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Ainda de acordo com o presidente do TJMT, já encontra-se em andamento um estudo onde os Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo buscam soluções em conjunto para sanear as deficiências estruturais hoje existentes, como a falta de cadeias públicas, juízes e defensores públicos. “Não podemos fechar comarcas, pois elas representam uma conquista social importantíssima para a comunidade. Devemos, sim, aumentar a qualidade da prestação jurisdicional e manter uma parceria permanente com os Poderes Legislativo e Executivo”, asseverou, lembrando que, mais do que o requisito econômico, a instalação das comarcas preenche o requisito político fundamental, que é a presença do Poder Judiciário em quase todo o Estado.

Também participaram da audiência pública, conduzida pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Riva, o vice-presidente do TJMT, desembargador Paulo da Cunha; o corregedor-geral da Justiça, desembargador Manoel Ornellas de Almeida; o primeiro secretário da Assembléia Legislativa, deputado Sérgio Ricardo; o procurador-geral do Estado, Dorvigal Veras Carvalho, representando o governador Blairo Maggi; o deputado federal Eliene Lima; o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso, Francisco Faiad; o secretário-geral do Ministério Público, Marcos Fernandes, entre outros.

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