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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Jaime diz que vitória de Serra em MT foi devido união dos aliados

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Um misto de otimismo e conformismo com a possibilidade da derrota marcou o comportamento de aliados do presidenciável José Serra (PSDB) em Mato Grosso. Enquanto petistas não escondiam a empolgação com as pesquisas de diferentes institutos nacionais que apontam uma vantagem de 12 a 14 pontos percentuais, aliados do tucano já admitiam a derrota.

"A esperança é a última que morre, lutamos bastante, houve empenho total de nossos aliados e a única opção que nos resta é aguardar o resultado das urnas com bastante fé para sairmos vitoriosos", declarou o senador Jaime Campos (DEM), coordenador da campanha de Serra em Mato Grosso.

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O democrata elencou motivos, ainda implicitamente, que dificultaria uma virada do candidato tucano contra a petista. "Tenho visitado escolas e o que se percebe é que abstenção vai ser muita alta em Mato Grosso. O feriado prolongado levou muitas pessoas a programar viagens. Infelizmente, não houve uma preocupação forte com o segundo turno da eleição presidencial".

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Eleito deputado federal, Nilson Leitão (PSDB), um dos coordenadores da campanha de Serra no interior de Mato Grosso, ainda esboçava confiança na vitória do partido. "Vamos aguardar o momento da abertura das urnas. Mas, tenho a confiança de que Serra cumpriu seu papel apresentando propostas consistentes e viáveis a construção de um país melhor, por isso, acredito na vitória até o último momento. Em Mato Grosso, acredito que teremos uma vitória ainda mais larga do que no primeiro turno".

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Ao longo da campanha presidencial, José Serra esteve duas vezes em Mato Grosso visitando Cuiabá e Sinop. Uma de suas principais propostas de campanha foi a criação do Ministério da Segurança que atingiria diretamente o Estado. O projeto prevê que Forças Armadas, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal com auxílio técnico da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) ocupariam a fronteira do município de Cáceres com a Bolívia para evitar a entrada de drogas. O tucano alega que a cocaína vinda da Bolívia entra por Mato Grosso para abastecer principalmente a região Sul e Sudeste do país, e o comércio destas drogas pelos traficantes serve de base para financiar o crime organizado e o contrabando de armas no país.

 

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