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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Presidente do Tribunal de Justiça concorda com "inspeção" em folha salarial

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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Silvério Gomes, realçou, nesta quarta-feira (9 de junho), sua total disposição em apoiar uma eventual inspeção a ser efetuada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no sistema de folha de pagamentos da Instituição. O posicionamento do presidente leva em consideração as reivindicações defendidas pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) e pelo Movimento Organizado pela Moralidade Pública (ONG Moral) concernentes ao pedido de intervenção do órgão fiscalizador.

Para o desembargador, uma hipotética auditoria no setor responsável por administrar a folha salarial de todos os servidores do Judiciário Estadual, caso venha a ser determinada pelo CNJ, é vista com bons olhos e considerada bastante positiva, uma vez que contribuiria para imprimir ainda mais clareza ao sistema, de modo a desfazer, publicamente, dúvidas e questionamentos a respeito de cálculos e pagamentos realizados. O presidente assegurou que não teme deliberação nesse sentido e hipotecará apoio irrestrito a qualquer ação do CNJ com o objetivo de obter dados e tornar mais transparente o sistema de pagamento de verbas e créditos no Judiciário Estadual.

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Inspeção realizada – Em julho 2009, a Administração do TJMT colocou integralmente à disposição da Corregedoria Nacional de Justiça todas as suas unidades administrativas para fins de correição, realizada por técnicos do CNJ e do Tribunal de Contas da União (TCU). Na ocasião, os técnicos efetuaram um trabalho apurado em diversos sistemas e bancos de dados, inclusive nos que se referiam ao cálculo de verbas, créditos e pagamento de passivos. Este trabalho respaldou a decisão plenária do CNJ nos autos do PCA nº 200910000001415, cujo julgamento se deu no sentido de determinar, entre outras deliberações, que o TJMT procedesse ao reprocessamento de todas as folhas de pagamento a partir de novembro de 2007, de forma a efetuar os cálculos dos subsídios dos servidores, e que eventuais diferenças apuradas fossem pagas em folha suplementar.

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Tal determinação foi concluída em maio último, resultando no pagamento de créditos aos servidores que faziam jus. Para cumprir as determinações do CNJ, o DPP, em sintonia com o Departamento de Recursos Humanos (DRH), trabalhou diuturnamente, e os esforços foram finalizados na demonstração dos dados relativos à forma de cálculo das referências na progressão vertical das carreiras dos servidores, e no reprocessamento das verbas de licença-prêmio, abono pecuniário e outros, assim como as informações dos critérios de pagamentos de créditos. Este ano, os pagamentos relativos ao PCA 1415 se somaram à quitação de parte dos créditos relativos às perdas advindas da conversão da Unidade Real de Valor (URV) para o Real, em 1994, utilizando-se integralmente as sobras orçamentárias disponíveis para este fim.

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De acordo com o Departamento Financeiro do TJMT, o total de pagamentos relativos ao PCA1415 e à URV impôs uma despesa exata de R$ 19.236.539,47 aos cofres do Judiciário Estadual neste primeiro semestre. Ainda este ano, os servidores já receberam o reajuste salarial anual de 4,11% e uma parcela de 16,66% de acréscimo em seus vencimentos, como forma de contraprestação pecuniária pela mudança na jornada de trabalho. Nova parcela de 16,66% será aplicada aos vencimentos a partir de julho. Quanto ao pagamento do passivo da URV, esse compromisso continuará a ser honrado sempre que houver sobras orçamentárias, conforme determinação do presidente do TJMT, desembargador José Silvério Gomes, sempre nos termos da Resolução nº 1/2010 do Tribunal Pleno.

 

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