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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

MP aciona prefeito e ex-prefeito por arrumarem estradas em fazendas

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Promotoria de Justiça de Barra do Bugres, ingressou com duas ações civis públicas por ato de improbidade administrativa contra o atual prefeito da cidade, Wilson Francelino de Oliveira, e contra o ex-prefeito, Aniceto de Campos Miranda. As irregularidades referem-se a utilização de maquinários da prefeitura em propriedades particulares e fraudes em licitação.

Na primeira ação, além do atual prefeito, também foram citados o secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Altair Nodari; a representante legal de uma empresa de mineração e os proprietários de cinco fazendas.

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Todos são acusados pelo Ministério Público de promoverem prejuízos ao erário com a utilização de máquinas pertencentes ao patrimônio público em obras particulares, atendendo a interesses privados. Na fazenda Jauquara, por exemplo, os maquinários da prefeitura foram utilizados durante 23 dias para fazer sistema de canalização de água para gado.

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"Não há dúvidas de que, na condição de gestores públicos, o prefeito e o secretário municipal de infraestrutura e serviço público agiram em desconformidade com o dever de probidade ao cederem máquinas e servidores para realização de serviços particulares", destacou o promotor de Justiça Rinaldo Segundo.

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A segunda ação foi proposta contra o ex-prefeito de Barra do Bugres, Aniceto de Campos Miranda, e mais três empresas. Segundo o MP, em 2005, para evitar a realização de procedimento licitatório, o município efetuou a compra fracionada de peças de veículos automotores, no valor de aproximadamente R$ 23,8 mil.

As investigações apontaram também para o desvio de verba pública, já que as peças adquiridas e os serviços contratados não foram entregues ou executados. A apuração dos fatos contou também com a participação do Tribunal de Contas do Estado.

O Ministério Público requereu a indisponibilidade de bens dos envolvidos, cujos valores deverão ser atualizados com multa de 1% ao mês e correção monetária. Solicitou também que, ao final da ação, sejam aplicadas as penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa. São elas: suspensão dos direitos políticos, ressarcimento integral do dano, pagamento de multa civil e proibição de contratação com o poder público no prazo de cinco anos.

 

 

 

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