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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

MP quer afastamento de prefeito, vice e 5 vereadores em Tangará

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Para garantir a responsabilização dos acusados e assegurar que os R$ 4,2 milhões, prejuízos causados ao erário público de Tangará da Serra em virtude de irregularidades cometidas pelo município e o Instituto de Desenvolvimento Humano, Econômico e Ação Social (Idheas), retornem aos cofres públicos, o Ministério Público Estadual ingressou com ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra 24 pessoas. A ação foi proposta nessa quarta-feira.

Além da indisponibilidade de bens dos acusados, o MP requereu liminarmente o afastamento dos servidores e agentes públicos citados na ação e a rescisão judicial do contrato, aditivos e termos de parcerias estabelecidos entre o município e o Idheas. O promotor de Justiça Antonio Moreira da Silva afirma que, até o momento, não recebeu nenhuma comprovação por parte da administração municipal que o referido vínculo foi validamente rescindido.

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Caso o grupo acionado pelo MP, que inclui o prefeito eleito, Júlio César Davoli Ladeia, e o em exercício, José Jaconias da Silva, e mais cinco vereadores, seja condenado, as penalidades previstas são: ressarcimento total dos danos causados ao patrimônico público, pagamento de multa civi de cem vezes o valor da remuneração recebida, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por dez anos e proibição de contratação com o poder público por mesmo período.

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De acordo com o Ministério Público, as irregularidades apontadas na ação ocorreram no processo de contratação e manutenção dos serviços oferecidos pelo Idheas na área da saúde. Os questionamentos abrangem aspectos relacionados à dispensa de licitação ou concurso de projetos, contratação de servidores sem concurso público, fraudes, pagamentos irregulares de taxas de administração, sonegação de contribuição previdenciária, entre outros.

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Dados apresentados pela Controladoria Geral da União demonstram uma série de irregularidades cometidas pelo Idheas, entre elas, a apropriação das taxas de administração, que representam cerca de 100% sobre a folha de pagamento da qual o instituto se propôs a gerenciar. “Se estes valores não foram aplicados para a quitação dos encargos sociais devidos, e como não houve apresentação de extratos bancários comprovando sua aplicação em conta específica, conclui-se que o referido instituto foi favorecido com enriquecimento ilícito”, afirmou o promotor de Justiça.

O representante do Ministério Público também destacou os prejuízos causados em decorrência do contrato firmado com o instituto para operacionalização do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). “O prejuízo direto apurado na execução do SAMU pelo Idheas, conforme as despesas comprovadas , é de R$ 394.283,87 até a competência Janeiro /2010”, informou Moreira.

“CABIDE DE EMPREGOS” – Na ação proposta pelo MPE, o promotor de Justiça ressaltou que a contratação com o Idheas também possibilitou ao poder público de Tangará da Serra promover várias irregularidades relacionadas à contratação de pessoal.

Acrescentou também que todas as notificações e manifestações do Ministério Público Estadual sobre o assunto, encaminhadas ao Executivo e Legislativo, foram desconsideradas. Até mesmo o parecer da assessoria jurídica do próprio Poder Legislativo Municipal foi ignorado.

“Os cinco vereadores, ao invés de exercerem a obrigação que o ordenamento jurídico lhes exige, resolverem aprovar lei de efeito concreto para garantir a contratação direcionada a uma pessoa jurídica de direito privado que nunca havia executado serviços ou gerido saúde pública em qualquer município do país, e, depois, mesmo diante do caos gerado, continuaram defendendo publicamente a manutenção da contratação sob o discurso que a saúde pública no município passou por significativas melhorias e avanços com a contratação do IDHEAS”, finalizou.

Os cinco vereadores citados na ação foram: Haroldo Ferreira Lima, Celso Ferreira de Souza, Paulo Porfírio, Genilson Andr Kezomae e Celso Roberto Vieira.

 

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