Vereadores cuiabanos gastam R$ 147,5 mil em um mês
Os 19 vereadores cuiabanos gastaram somente no mês de março R$ 147,5 mil com a verba indenizatória. Os gastos foram feitos ao mesmo tempo em que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomendou à Câmara Municipal a suspensão do benefício alegando que o mesmo não está amparado por lei. Se mantida essa média de despesas, a verba vai custar R$ 2 milhões aos cofres públicos ao longo do ano. O valor usado pelos parlamentares representa as despesas que cada um efetuou mês passado, sendo que cada pode gastar até R$ 9 mil com a atividade e é reembolsado se apresentar as notas fiscais referentes aos serviços e produtos adquiridos.
A prestação de contas de março mostra que praticamente todos os vereadores cuiabanos gastaram o limite de R$ 9 mil permitido, como é o caso de Ivan Evangelista (PPS), Toninho de Souza (PDT) e Paulo Borges (PSDB) que apresentaram gastos e foram reembolsados em exatos R$ 9 mil. A maioria apresentou gastos na ordem de R$ 8,5 mil e R$ 9 mil. O que chama a atenção é que grande parte das despesas se refere à contratação de consultoria, o que é proibido se for feito de forma contínua. O presidente Deucimar Silva (PP) explica que os parlamentares já recebem por mês R$ 12,3 mil para contratação de servidores sem concurso público. Por isso, a verba indenizatória serve para custear a atividade parlamentar e pagamento de despesas como conta telefônica, aluguel de veículos ou contratação de serviços de táxi e moto-taxi, combustível e manutenção de veículos. Os vereadores recebem ainda salário de R$ 9,2 mil.
Apresentaram gastos com a verba indenizatória: Antônio Fernandes (R$ 8.829,09), Arnaldo Penha (R$ 8.899,14), Chico 2000 (R$ 8.987,11), Clovito Hugueney (R$ 8.920,00), Deucimar Silva (R$ 8.225,59), Everton Pop (R$ 8.959,00), Francisco Vuolo (R$ 8.971,92), Lúdio Cabral (R$ 5.252,90) e Pastor Washington Barbosa (R$ 8.995,00). Néviton Fagundes gastou R$ 0,14 além do permitido (R$ 9.014,00) e terá o valor descontado no mês seguinte. Domingos Sávio (PMDB) e Leve Levi (PP) não tiveram os gastos revelados, mas eles têm mantido uma média, assim como os demais parlamentares.

Assim como no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas do país inteiro, cada vereador cuiabano recebe um determinado valor por mês para custear a atividade parlamentar. Várias categorias também têm o mesmo benefício. O dinheiro é reembolsado desde que apresentadas as notas fiscais referentes aos produtos e serviços adquiridos. No caso de Cuiabá, o limite de gasto é de R$ 9 mil. Os deputados estaduais recebem R$ 15 mil, além dos R$ 30 mil para contratação de pessoal sem a necessidade de realização de concurso público.







