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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Deputado isenta governo sobre negociações de cartas de crédito

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Ações julgadas em última instância no Supremo Tribunal Federal (STF), procurações, perícias, cálculos e acordos posteriormente homologados judicialmente foram apresentados pelo deputado Gilmar Fabris (PSD) para garantir que não existe nenhuma irregularidade ou ilegalidade nos acordos firmados em 2009 pelo governo do Estado com a categoria dos Agentes de Arrecadação Fazendária (AAF) e que remontaram numa dívida da ordem R$ 1,280 bilhão, que após renegociada importou numa redução para R$ 474 milhões pagos em cartas de crédito na proporção de R$ 218 milhões para os servidores e R$ 256 milhões para os mais de 30 advogados.

Inclusive, o parlamentar remeteu cópia de todos os documentos para a Delegacia Fazendária, Ministério Público e solicitou da Assembleia Legislativa a criação de uma Comissão Especial para fazer uma varredura nos documentos e nas cartas de crédito destinados ao pagamento de dívidas trabalhistas do Estado para com os mais de 300 AAF. O Poder Legislativo deverá promover uma nova auditoria nos documentos e cálculos.

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Toda a celeuma começou com a decisão do governador Silval Barbosa (PMDB) que reafirmou ao secretário Auditor Geral do Estado, José Alves, a recomendação de rigor, controle, lisura e transparência em todo o procedimento que envolva emissão ou compensação de cartas de crédito que por 180 dias estão suspensas. O decreto 766, de 14 de outubro passado, suspendeu por seis meses qualquer tipo de movimentação neste sentido para que fossem apuradas possíveis irregularidades na emissão desses documentos.

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"Nunca adquiri nenhuma Carta de Crédito e mesmo que tivesse feito isto não seria ilegal", disse o deputado Gilmar Fabris, dando garantias de que os documentos estão à disposição para todas as autoridades que desejarem inspecioná-las ou até mesmo auditá-las.

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Gilmar Fabris lembrou que o Estado já estava condenado em R$ 1,280 bilhão e que em cima deste valor incidiu 20% devidos aos mais de 30 advogados que defenderam a causa que já dura mais de 30 anos. Descontados os valores devidos, os servidores do Grupo AAF, que conquistaram no STF a isonomia de ganhar salários idênticos aos Agentes de Fiscalização e Arrecadação (AFA), partiram para um acordo homologado judicialmente com o Estado reduzindo em 63% o total devido e aceitando receber 37% ou R$ 218 milhões, se a isonomia salarial fosse implantada nos seus vencimentos, o que representaria uma elevação de 500% nos seus ganhos mensais.

"Todos os cálculos foram feitos dentro da lei e da ordem e tudo está pronto para ser esclarecido", garante o deputado Gilmar Fabris.

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