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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Comissão especial de juristas discute mudanças no Código Penal

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Os integrantes da Comissão Especial de Juristas e do Congresso Nacional destinada a promover mudanças no Código Penal se reuniram hoje (4) para debater o assunto. A comissão está encarregada de fazer um anteprojeto de lei sobre o código, que deverá ser apreciado pela Câmara e pelo Senado. Durante os debates, foi apresentada a proposta de criação de um portal para que o Senado receba sugestões dos cidadãos sobre as mudanças no código e repasse para a comissão de juristas criada no âmbito do Senado.

O presidente da comissão de juristas, ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), disse que a intenção da comissão é adaptar o código de 1940 às determinações da Constituição de 1988 e todos os tratados internacionais assinados pelo Brasil em matéria penal. "Vamos ter que projetar um código para o presente e para o futuro e levando em conta as peculiaridades de um país de dimensões continentais". Segundo ele, deve ser um código de conduta que vai servir tanto para o executivo como para o ribeirinho.

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Além dos juristas, participam da comissão integrantes da Subcomissão de Crimes e Penas da Câmara dos Deputados, que analisa a reformulação de parte do Código Penal. O relator da subcomissão, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), achou a reunião de hoje "muito produtiva" . Segundo ele, foram apresentadas duas pesquisas na reunião da comissão, uma mostrando a forma como o Congresso tem modificado o Código Penal e a outra mostrando como o princípio da insignificância tem sido adotado pela Justiça.

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Molon disse que apresentou aos juristas da comissão do Senado os estudos que já foram feitos pela subcomissão da Câmara sobre as mudanças no Código Penal. Para o deputado Alessandro Molon, o foco principal dos trabalhos é corrigir as distorções hoje existentes na aplicação de penas no Brasil para os diferentes delitos.

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"Não consideramos aceitável que se continue punindo crimes leves com penas duras e crimes graves com penas leves. Por exemplo: roubo tem pena mínima de quatro anos e a corrupção tem pena mínima de dois anos; homicídio tem pena mínima de seis anos e a falsificação de remédios e cosméticos têm pena mínima de dez anos", explicou. "Nosso objetivo com a reforma do Código Penal é fazer justiça: quem cometer crime grave deve ser punido exemplarmente", declarou.

Segundo o parlamentar, a intenção é promover os debates sobre as mudanças no Código Penal, que é de 1940, e apresentar até o fim deste ano, ou em fevereiro do ano que vem, uma proposta de mudanças nas normas do Código Penal para que a Câmara e o Senado possam aprová-las e, assim, promover as alterações necessárias à matéria.

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