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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Explicações de consulesa boliviana não convencem deputados de MT

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Consulesa da Bolívia em Cuiabá, Patrícia Valdez Munguía, não convenceu deputados da Assembleia Legislativa em reunião do Colégio de Líderes que discutiu o funcionamento da Lei 133, do governo boliviano, que permitiu neste ano a legalização de veículos irregulares. A falta de sustentação nas justificativas só reforçou o movimento liderado pelo deputado Emanuel Pinheiro (PR), que luta junto ao Congresso Nacional para impedir a reedição da Lei, como estaria ocorrendo anualmente. Presidente do Poder Legislativo, deputado José Riva (PSD), se solidarizou à causa, manifestando em Plenário entendimento de que o assunto deve ser melhor debatido.

O apoio de Riva à posição de Emanuel deverá pontuar um quadro de cobrança ainda mais incisiva sobre a posição da Bolívia em relação à Lei. Emanuel conta com sinalização positiva da Comissão de Relações Exteriores do Congresso, que avalia o tema com relatoria do senador Blairo Maggi, do mesmo partido. O parlamentar quer assegurar cumprimento pela Bolívia de acordo firmado com o Brasil, regulamentado em 2006 pelo Congresso Nacional, com vigência no mesmo ano, que previa repatriamento de veículos roubados.

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Em coletiva à imprensa, a consulesa reconheceu o acordo e disse que a Bolívia junto com o Brasil, por meio de tratado, vêm fazendo esforços para cumprimento dos termos. Explicou que o período de vigência da Lei 133, de junho deste ano, foi de apenas 15 dias e que prorrogação na sequência serve apenas para questões burocráticas. Mas não soube explicar o porquê da reedição da legislação, anualmente, como alerta Emanuel.

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Ela lembrou que comitê integrado por países como o Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina, é encarregado de questões de maior abrangência, como o combate ao crime organizado. Disse que ação entre os dois países, a cargo das polícias do Brasil e da Bolívia, visou mapear a situação de veículos irregulares, com lista de aproximadamente 2 mil.

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