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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Muniz diz que Agecopa foi “monstrengo” e “cabide de emprego”

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A Assembleia decidiu extinguir a Agecopa e o deputado estadual Percival Muniz (PPS) classificou a autarquia, criada no governo Blairo Maggi (PR) para gerir as obras da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá, como “monstrengo”. “A Agecopa se foi dois anos depois com um legado de muitas brigas, morosidade e empreguismo. Não durou muito tempo, mas durou o suficiente para muitos gastos”, desabafou.

Para ele, a autarquia foi concebida com uma “visão arrogante e sem democracia. Ela [Agecopa] morre, porque democracia é isso. Portanto, que este erro sirva de lição e exemplo a todos”. Mais adiante Muniz insistiu no que ele “classificou” como erro. “Foi concebida com uma visão arrogante de patrocinar reserva de mercado para amigos e garantir influência no governo alheio”.

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Conforme Só Notícias já informou, a Agecopa foi criada no governo passado como uma autarquia independente para cuidar especificamente de todas as obras e ações que envolveriam a Copa do Mundo. Antes da polêmica derradeira entre o atual presidente Éder de Moraes e o diretor de Infraestrutura, Carlos Brito, a Agecopa já foi palco de briga e disputa política.

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Assim que foi criada, a presidência foi exercida pelo ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti. No entanto, após “incompatibilidade” administrativa com outros diretores do órgão e até mesmo com o modo de gestão que a autarquia oferecia, Sachetti decidiu “pular fora”. O diretor de Planejamento, Yênes Magalhães, acumulou o cargo de presidente durante algum tempo, até Éder de Mores chegar.

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Com a extinção da Agecopa, o governo pretende criar a Secretaria Executiva a Copa do Mundo (Secopa). A nova pasta deverá ter uma estrutura enxuta com 50 cargos, sendo o secretário, quatro adjuntos e mais 45 cargos em comissão para formalizar uma rede técnica, principalmente de engenheiros e arquitetos.

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