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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Governo analisa extinção de 40% de cargos em MT

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Os técnicos da equipe econômica do governo do Estado começam a analisar as principais propostas para enxugamento da máquina administrativa com a redução das despesas e uma das medidas que podem surtir efeitos imediatos, além do corte de despesas, e regularizar problemas do próprio Executivo, é a tendência de redução de até 40% no número de cargos comissionados existentes e que segundo a Secretaria de Administração do Estado (SAD), estaria em torno de 7 mil. A extinção então seria entre 2,5 mil até 3 mil cargos comissionados, promovendo um grande impacto na folha de pagamento do Executivo, estimada em R$ 240 milhões/ano.

Em 2010, o Estado de Mato Grosso consumiu R$ 3,523 bilhões com salários de ativos e inativos entre outras despesas decorrentes da folha de pagamento do funcionalismo de todos os Poderes Constituídos e que representou 49,63% das Receitas Correntes Líquidas, que somara R$ 8,739 bilhões. A ideia de se reduzir o número de cargos comissionados nasceu de uma iniciativa, que ainda aguarda apreciação na Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) que no seu planejamento estratégico prevê a redução de 40% dos seus cargos comissionados em até 5 anos, ou seja, algo em torno de 8% de redução por ano e com a consequente extinção das funções que forem vagando para não mais serem preenchidas. A ideia agradou a todos os demais dirigentes dos Poderes Constituídos.

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O presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP), cobra um entendimento único entre os Poderes Constituídos e órgãos independentes para que seja proposta uma única lei para reduzir também de forma gradativa o número de cargos comissionados em todas as esferas públicas, privilegiando aqueles servidores concursados que também teriam regras de produtividade para assumirem as funçõesgratificadas e comissionadas dos 60% que permaneceriam em atividade.

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A equipe econômica estima que a redução dos cargos comissionados, além de ser definitiva, permitiria ao Estado solucionar outros impasses com a Justiça, que constantemente dá liminares em mandado de segurança de servidores aprovados em concurso mas não convocados em detrimento de pessoal nomeado para funções de confiança.

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Os primeiros estudos do impacto da decisão estão sendo concluídos para serem levados ao conhecimento do governador Silval Barbosa (PMDB) que pretende chamar os representantes dos Poderes e discutir a questão que vem receben do sinalização positiva de todos os gestores públicos. O secretário de Administração, Cesar Zilio, se limitou a dizer que desde o início do atual governo, a ordem era para não se preencher a totalidade dos cargos comissionados, prestigiando os concursados aprovados no último certame realizado ainda em 2010.

 

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