Sorriso: comitê questiona na justiça mudança em traçado da BR-242
O Comitê Pró-BR-163, entidade criada para gestionar junto aos governos pela pavimentação da rodovia de Mato Grosso ao Pará, acionou a Justiça questionando “mudança no traçado” de outra rodovia de grande importância para Sorriso e demais cidades da região. O comitê discorda da mudança no traçado da BR-242, que liga Nova Ubiratã a MT -130 (que dá acesso a Paranatinga). Ele aponta que estão sendo feitas obras no trecho de aproximadamente 150 km, sendo que “em apenas os 28 km iniciais” fazem parte do projeto original.
O presidente da entidade, Jorge Baldo (foto), expôs que o caso também foi relatado para o Ministério Público Federal, no Tribunal de Contas da União e também enviou a Comissão de Constituição Justiça e Cidadania da Câmara Federal. Ele afirma que o traçado original, que existe há mais de 30 anos, passa por cinco assentamentos e comunidades, que pertencem a Nova Ubiratã, onde vivem mais de 1.500 famílias. Em contrapartida, o novo trecho que está sendo asfaltado passa apenas por uma comunidade, o distrito de Água Limpa, também de Nova Ubiratã. “Acho isso tudo uma injustiça. Têm famílias que estão lá há anos esperando este asfalto, e agora, sem nenhum motivo convincente, ou apenas por interesse de um grupo de empresários, eles simplesmente alteram o traçado da rodovia federal. Jamais alguém imaginou que tivesse alguma alteração. Muitas famílias estão pensando em sair daquela localidade. Não somos contra que também faça o asfaltamento no distrito de Água Limpa, mas não aceitamos que ele seja substituído”, criticou.
Outra questão levantada é de que no traçado original já há uma estrada que liga o município até as comunidades, e consequentemente até a MT-130. No novo trajeto existe ainda uma extensa área de mata que terá que ser derrubada com a construção da estrada.

Baldo explicou que o trecho original está inserido no cronograma do Plano de Aceleração de Crescimento, o PAC 1, cujo investimento gira em torno de R$ 150 milhões. Baldo aponta ainda que conversou com a ex-senadora Serys Slhessarenko que propôs a alteração sem ter conhecimento de causa. “Ela disse que foi iludida pelos técnicos do DNIT. Sabemos que existem alguns interesses, talvez inconfessáveis”, afirmou.
Baldo lembrou que o DNIT liberou a pavimentação em um novo traçado proposto em 2007 por Serys, que não foi aprovado pelo Senado nem sancionado pela presidência.”Nem por isto eles (DNIT) deixaram de fazer o processo licitatório e contrataram quatro empreiteiras para o serviço. O DNIT utilizou uma licença da SEMA, que autorizava a pavimentação no trecho original da BR-242, e começou a pavimentar a rodovia da forma que eles planejaram pessoalmente”, acusa.








