Ministra diz que Dilma não mudou de ideia e Pagot deve sair
As explicações dadas pelo diretor do DNIT, Luiz Pagot, que está em férias, no Senado e na Câmara dos Deputados, semana passada, parecem não terem sido suficientes para reveter a decisão do Palácio de Planalto de demiti-lo, por conta das denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes (empreiteiras estariam dando propina em troca de obras) A ministra de Relações Institucionais da presidência, Ideli Salvatti (PT), disse que a presidente Dilma não mudou de ideia e a saída de Pagot está definida. “Tudo indica que sim, até pelas reiteradas vezes que ela [Dilma Rousseff] tem se comportado dessa forma”, afirmou a ministra, ao portal G1. Pagot, cujo período de férias está na reta final, manifestou desejo de continuar no comando do DNIT e setores do PR – partido que lhe indicou- estariam articulando para ele ficar. Mas Pagot não deve ser excessão porque a presidente determinou exonerações de 5 integrantes da cúpula do ministério -alvos das denúncias- e o ex-ministro Alfredo Nascimento pediu demissão.
Hoje, o governo federal publicou resolução mudando as regras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para dar ao ministro dos Transportes poder de indicar um servidor de perfil técnico para ocupar o cargo de diretor-geral. Antes, a substituição do diretor-geral era feita automaticamente pelo diretor executivo.
“Em caso de impedimento ou vacância do Diretor Executivo, a indicação do substituto interino do Diretor-Geral será feita pelo Ministro de Estado dos Transportes, dentre servidores públicos federais de conduta ilibada e notório saber na área de transportes”, diz a resolução publicada nesta segunda.

O cargo de diretor geral está vago desde que José Sadok foi exonerado após denúncias que a empreiteira que pertence a sua esposa teria feito obras de R$ 18 milhões, em rodovias federais, entre 2006 e 2011, correspondente a convênios com o DNIT.







