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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Políticos de MT pressionarão Dilma por regularização fundiária

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Políticos, produtores e moradores da região participaram, ontem, em Itanhangá (160 km de Sinop), da audiência pública para discutir o problema da regularização fundiária em Mato Grosso. Ao final da reunião ficou acertado que a Assembleia Legislativa e Câmara Federal vão elaborar um documento cobrando medidas da presidente Dilma Rousseff para que os assentados no Estado tenham a possibilidade de regularizar os títulos de posse de suas terras.

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), que participou, afirmou que a Assembleia tomará como uma das suas bandeiras a questão até uma solução para o problema. De acordo com ele, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) é um órgão incompetente e que não tem condições de assentar as famílias e dar condições para estas pessoas sobreviveram nas terras.

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O principal empecilho para a entrega dos títulos é o georreferenciamento. Seriam necessários recursos no valor de R$ 47 milhões apenas para realizar o georreferenciamento dos assentamentos no Estado. No entanto, para o ano todo, o órgão possui R$ 20 milhões. “O Incra até assenta as famílias e demarca a terra, mas não faz o georreferenciamento que ela mesmo cobra para entrega do título da área. Com isso, o cidadão não pode pegar financiamento do governo para poder produzir. Desta forma, os assentamentos ficam parecendo uma grande favela rural”, disse, em entrevista ao Só Notícias.

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Em Mato Grosso há cerca de 85 mil famílias assentadas. No entanto, mais de 60 mil não possuem a documentação da terra. O problema é grave e atinge, principalmente, os municípios da região da Amazônia. Durante a audiência, a presidente da Câmara de Itanhangá, Elza Maria Moura da Silva (PP), informou que o município é o maior assentamento da América Latina com 1.249 habitantes.

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