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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

MPF quer saber quem está incitando manifestos contra desocupação de área indígena

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O Ministério Público Federal em Mato Grosso envio, hoje, ofício para a Polícia Federal em Barra do Garças investigar quem está incitando os protestos violentos contra a desocupação da Terra Indígena Marãiwatsédé (Gleba Suiá Missu) na região Araguia. “A medida foi tomada, porque notícias da imprensa dão conta de que o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato)/Araguaia, Marcos da Rosa, estaria conclamando a população de Ribeirão Cascalheira (MT) a participar de bloqueios em rodovias federais, oferecendo, inclusive, “alimentação farta” distribuída por caminhões, a fim de impedir o cumprimento de ordem do Poder Judiciário para desocupação da Terra Indígena Marãiwatsédé”, informa a assessoria do MP.

Segundo o procurador da República Otávio Balestra Neto, autor do pedido, a conduta do líder ruralista, de opor-se à execução de uma determinação judicial e incitar publicamente a prática de crime, é ilegal. As penas previstas para esses crimes são, respectivamente, reclusão de um a três anos; e detenção de três a seis meses ou multa.

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Localizada no município de Alto Boa Vista, Marãiwatsédé é uma Terra Indígena em processo de retirada dos não-índios. Desde 1998 a área de cerca de 217 mil hectares, onde situa-se a fazenda Suiá-Missú, é reconhecida como território tradicional dos índios xavante por decreto do presidente da República.

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