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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Desmembrada ação da Operação Gafanhoto; deputado terá foro privelegiado

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O desembargador José Jurandir de Lima determinou o desmembramento da ação proposta pelo Ministério Público Estadual contra Kazuyoschi Uemura e 20 réus investigados na Operação Gafanhoto, entre eles o deputado estadual Walter Machado Rabelo Júnior (PSD). Por força da prerrogativa de função, o deputado tem foro privilegiado, no caso o Tribunal de Justiça de Mato Grosso e, inicialmente, só pode ser julgado em segunda instância. O objetivo é evitar o atraso na prestação jurisdicional.

Rabelo é acusado pelo Ministério Público Estadual de cometer crime de tráfico de influência e de pertencer ao grupo criminoso chefiado pelo empresário Julio Uemura preso na Operação Gafanhoto. Uemura é acusado de aplicar golpes de estelionato em vários estados a partir de criação de empresas fantasmas ou uso de laranjas para comprar produtos de hortifrutigranjeiros.

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Conforme as investigações do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Walter Rabello que teve Uemura como um dos financiadores de campanha para prefeito de Cuiabá em 2008 é acusado de tráfico de influência política para facilitar o transporte das mercadorias e resolver qualquer empecilho que surgisse. Investigações apontaram que a empresa de Uemura monopolizava o ramo em Mato Grosso. Os golpes variavam entre R$ 100 mil a R$ 200 mil e só eram descobertos a partir do momento em que os cheques emitidos pelas empresas fantasmas voltavam, por estarem sem fundos.

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Com o desmembramento serão extraídos do processo cópia da denúncia e de todos os documentos que envolvam o deputado, formando processo autônomo para o seu regular processamento no TJMT. O restante será encaminhado ao Juízo de origem, informa o tribunal. Até o momento, a ação penal contém 67 volumes, além de 13.896 mil páginas, segundo o desembargador José Jurandir de Lima, que é o relator do processo.

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