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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Defensor-geral do Estado é acusado de irregularidades

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Defensor público-geral do Estado, André Luiz Prieto, é alvo de investigação da subcorregedoria-geral por suposta malversação dos recursos públicos, em ação proposta originalmente pela ONG Moral, que gerou pedido de afastamento de sua função. Na terça-feira, ao tomar conhecimento da medida, divulgada na imprensa local, Prieto ameaçou instaurar procedimento contra o subcorregedor-geral, Ademar Monteiro da Silva, em razão do vazamento de dados sigilosos.

Pesa contra Prieto série de denúncias feitas pela Ong Moral que envolvem a utilização de combustíveis com indícios de superfaturamento. Em 2011, em coletiva à imprensa, representantes da Ong Moral disponibilizaram quadro de gastos da Defensoria Pública de Mato Grosso, com tabelas sobre despesas que passavam por combustíveis, diárias, passagens aéreas e inclusive, com questionamentos sobre festa de confraternização.

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Prieto frisou novamente que todos os gastos da instituição estão à disposição da sociedade, são públicos e passam pela fiscalização criteriosa do Tribunal de Contas do Estado (TCE), sob crivo da auditoria. Disse que são infundadas as acusações e fez questão de frisar que parte dos combustíveis, relativo ao exercício de 2011, ainda está sendo utilizada pelo órgão.

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Destacou ainda que qualquer pedido de sindicância interna deve ser avaliado por ele, mas neste caso, por supostamente ter interesse na causa, o relatório foi endereçado ao defensor-geral substituto, Augusto Celso Reis Nogueira, para que o afaste do comando da instituição.

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Considerou um equívoco a ação de Ademar. "Ele cometeu um equívoco a respeito dos gastos com combustíveis, pois fizemos uma previsão para um ano com gasto médio de 400 litros de combustível por veículo e adquirimos os tickets que estão guardados no cofre da Defensoria e são distribuídos de acordo com a necessidade de cada comarca", justificou.

Ademar confirmou a ação e ainda o encaminhamento de processo ao Ministério Público. No MP, o caso está sob análise do promotor de Justiça Mauro Zaque.

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