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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

PGE é contra juízes reassumirem em MT e quer aposentadorias

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A Procuradoria Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável à retomada imediata da aposentadoria compulsória de 10 magistrados de Mato Grosso punidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por recebimento indevido de créditos financeiros. Eles estão exercendo a magistratura desde agosto por força de uma medida liminar (provisória).

O parecer da PGR foi juntado ontem aos processos. A manifestação se deve aos recursos (agravos regimentais) apresentados em setembro do ano passado pela Advocacia Geral da União (AGU) contra decisão liminar do ministro Celso de Mello, que entendia è época que o CNJ só poderia investigar magistrados depois de esgotadas as possibilidades nas corregedorias do estados. Entendimento contrário foi aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mês passado.

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Além do agravo regimental com o qual a AGU espera um julgamento coletivo dos mandados de segurança apresentados pelos juízes e desembargadores de Mato Grosso e que permite a eles o exercício da magistratura, foi apresentado pela própria instituição no mês passado pedido de reconsideração das liminares concedidas a todos.

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Com o parecer de ontem, o pleno do STF poderá agendar para os próximos dias julgamento dos recursos da AGU. Os magistrados foram aposentados em fevereiro de 2011 após acusação de receber créditos indevidos e socorrer posteriormente uma loja maçônica. Eles exercem os cargos por força de liminares desde agosto.

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Foram aposentados no ano passado os desembargadores José Ferreira Leite, Mariano Travassos e José Tadeu Cury, além dos juízes Marcelo de Souza Barros, Irênio Lima Fernandes, Marco Aurélio dos Reis Ferreira Leite, Antônio Horácio da Silva Neto, Juanita Clayt Duarte, Graciema Ribeiro Caravellas e Maria Cristina Oliveira Simões. Eles negam má fé no recebimento e dizem que isso foi feito por dezenas de magistrados, mas apenas um grupo foi punido.

Mesmo tendo sido apresentado um mandado de segurança por parte de cada magistrado afastado e a liminar também foi deferida individualmente, a expectativa é que os recursos sejam julgados praticamente ao mesmo tempo. Os pareceres foram apresentados ontem pela PGR quase ao mesmo tempo, depois de 1 ano após o anúncio da punição.

A aposentadoria dos 3 desembargadores e 7 juízes afetou ainda mais a imagem do Judiciário de Mato Grosso, já arranhada com denúncias de venda de sentença, crime apurado na operação Asafe, da Polícia Federal. O número de punições foi o maior em todo o país decretado de uma só vez.

Além dos 10 magistrados que sofreram a pena máxima do Judiciário brasileiro, o desembargador José Jurandir Lima também foi aposentado compulsoriamente, mas por empregar 2 filhos como funcionários fantasmas no gabinete dele no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Nesse caso, a Advocacia da União também apresentou agravo regimental na tentativa de levar a discussão para o pleno do STF e também anular a suspensão da decisão, o que não há data para ser julgado.

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