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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

STF: 4 votam pró-ficha limpa e julgamento deve ser concluído nesta 5ª

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O STF acaba de suspender, novamente, a votação da lei da ficha limpa. O placar, com os votos proferidos hoje, é de 4 votos a 1, pela constitucionalidade da lei. Ainda vão votar os ministros Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, além do presidente do STF, ministro Cezar Peluso. O julgamento das Ações Declaratórias de Constitucionalidade Ação Direta de Inconstitucionalidade será retomado nesta quinta-feira (16). É a terceira vez que o julgamento é adiado e hoje ocorreu porque a sessão já durava mais de cinco horas.

Ao defender a constitucionalidade da lei, a ministra Cármen Lúcia frisou que a democracia representativa demanda uma representação ética. Se não for ética, não é legítima, disse ela, que foi a quinta a se manifestar no julgamento conjunto das ações.

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O Terra informa que os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes ainda não votaram, mas deixaram claro durante debate que deverão divergir do relator, isto é, defendendo que só se penalize os políticos após todo o trâmite, até a decisão final da justiça.

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Um trecho específico da lei causou discussão entre os ministros. Em seu voto, o ministro Luiz Fux defendeu que o tempo em que o processo de algum candidato barrado pela lei correr na Justiça seja descontado dos oito anos nos quais ele será inelegível.

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Se, por exemplo, um candidato passa cinco anos respondendo ao processo e, no fim, decide-se que ele não pode se candidatar, ele passaria mais três anos sem poder concorrer a algum pleito, somando-se na prática, oito anos fora das disputas eleitorais. Joaquim Barbosa e Rosa Weber, no entanto, divergiram. Eles defenderam que os oito anos comecem a ser contados apenas a partir do último julgamento. "Divirjo do relator quando este reduz do período de inelegibilidade após o trânsito em julgado a inelegibilidade após o julgamento colegiado. O recurso é uma decisão do réu", disse Rosa.

A colocação da ministra provocou reações de outros colegas. O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, por exemplo, disse que o recurso, neste ponto de vista, "não é mais garantia, é um perigo para o cidadão". "Faltou espírito santo jurídico às pessoas que fizeram essa lei", disse, por sua vez, Gilmar Mendes. "Aos militares não ocorreu fazer uma lei dessas", afirmou, argumentando que todo o processo, somados ao tempo de inelegibilidade poderia chegar a mais de 50 anos. "Por que a nossa Constituição não admite a pena perpétua? Porque não admite a supressão definitiva de direitos", disse ele.

 

 

 

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