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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

MT obteve lucro com cartas de crédito, afirma Procuradoria

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Se o governo do Estado revogar as cartas de crédito emitidas após um acordo extrajudicial feito com a categoria dos Agentes de Administração Fazendária (AAFs) depois de ter perdido em todas as instâncias judiciais, os prejuízos do Tesouro podem superar a casa dos R$ 900 milhões em valores de 2012.

Defesas protocoladas pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) perante processos judiciais que correm por conta do imbróglio que acabou gerando a operação Cartas Marcadas, da Delegacia Fazendária, que investiga possíveis emissões de cartas de créditos além dos valores legais, podem fazer o governo do Estado rever sua decisão de cancelar os documentos e mudar a sistemática de compensação sob o prisma de que o acordo realmente representou uma economia para os cofres públicos.

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Um dos exemplos citados nas ações, são quanto aos valores dos cálculos apenas de salários dos quase 300 Agentes de Administração Fazendária (AAFs) que somariam R$ 590 milhões até a data de janeiro deste ano. O problema é que além dos salários, existe a verba de representação, adicional por tempo de serviço e outras gratificações que tiveram suas vigências até o ano de 2001, quando foi implantado no Estado o subsídio integral que é a soma de todos esses ganhos.

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Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

"São várias ações judiciais novas que tentam se socorrer na Justiça de demandas já julgadas até no STJ e STF", comentou um magistrado evitando tratar do assunto para não ficar impedido em futuros julgamentos.

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A defesa do Estado põe por terra os argumentos da Delegacia Fazendária que investiga a questão em sigilo de justiça decretado pelo desembargador Pedro Sakamoto que autorizou mandados de busca e apreensão e prisão de supostos envolvidos, hoje em liberdade.

Pelos levantamentos da Defaz, com base em relatório da Auditoria Geral do Estado (AGE), foram emitidas R$ 636,2 milhões em cartas de crédito, das quais se aponta que R$ 253,7 milhões teriam sido a maior, mas nos relatórios a PGE fica clara a forma como chegou aos valores e que a média seria de R$ 2,9 milhões para cada um dos 300 AAFs.

Em valores gerais, os cálculos da PGE não demonstram ter havido prejuízos, mas sim vantagens para o governo do Estado, já em cálculos apartados, quando o assunto é tratado por cada um dos 300 servidores contemplados, se percebe falhas que elevaram pendências que deveriam oscilar entre 2,5 milhões até R$ 3,2 milhões por cada um para dividas de até R$ 11 milhões.

Em resumo o custo jurídico e econômico em se anular a negociação de 2008 determinada pela Lei nº. 9.049/2008, que contemplou um disputa instituída pela Lei nº. 6.764/96 que corrigiu os salários do Grupo TAF em 698%, negando o mesmo benefício para os AAFs seria muito maior.

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