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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Mendes analisa parceria privada para a água e esgoto em Cuiabá

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Sem condições para solucionar um problema que se arrasta há décadas em Cuiabá, que trata da falta de água e de esgotamento sanitário que são motivos para várias endemias e que leva a saúde pública a gastos desenfreados, o prefeito Mauro Mendes analisa política e juridicamente a possibilidade de formalizar uma Parceria Público Privada (PPP) que envolveria a já concessionária CAB Ambiental e novos investidores interessados em solucionar o que ele considera como um dos mais graves problemas da capital mato-grossense.

Se não através da Sanecap, que não deixou de existir, mas através da própria CAB Ambiental, que em 2012 foi capitalizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e tentou vender parte de suas ações para outras empresas numa negociação que não deu certo, o prefeito busca uma solução emergencial sob pena de passar os próximos quatro anos vivenciando as mesmas dificuldades que passaram as últimas cinco administrações municipais, ou seja, falta de água e esgoto correndo a céu aberto na maioria dos bairros da periferia do município que já conta com mais de 200 bairros.

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Mauro Mendes deve seguir os passos do governador ‘socialista" de Pernambuco, Eduardo Campos, que injetou capitalismo em uma das atividades mais típicas do Estado: o saneamento básico, já que desde a última segunda feira, 18, começou a operar um consórcio privado firmado com a Compesa, a Companhia Pernambucana de Saneamento, com valores da ordem de R$ 4,5 bilhões.

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Integram o consórcio duas empresas a Foz do Brasil, do Grupo Odebrecht, que disputou a concessão da então Companhia de Saneamento da Capital Sanecap e perdeu para a CAB Ambiental; e a Lidermac Construções. O contrato prevê a construção e recuperação de 9 mil quilômetros de redes de esgoto em 15 municípios, 14 dos quais na região metropolitana da capital, Recife.

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Enfrentando críticas dos vereadores que tentam a todo custo reverter a concessão dos serviços de água e esgoto hoje gerenciados pela CAB Ambiental e também para dar uma satisfação à população, que tem na falta de água uma de suas principais reclamações, Mauro Mendes, que vem da iniciativa privada, acredita na possibilidade de se agregar valores e interesses para a solução dos problemas e estuda inclusive dividir os serviços de água e de esgoto para empresas diferentes como forma de encontrar soluções que aparentemente estão longe de ser atingidas.

O problema maior é a existência de um contrato jurídico legal com exigências para ambas as partes. Para o município, que se romper o mesmo pode se ver obrigado a pagar um conta salgada e ainda sem estimativa de valores ou para a própria empresa, que se não cumprir com as metas estabelecidas corre o risco de ver o contrato suspenso unilateralmente com um distrato por força de descumprimento de cláusula.

Como nenhuma das duas situação interessa, o prefeito de Cuiabá vai buscar outros meios para solucionar a curto, médio e longo prazo o problema de água e de esgotamento sanitário na capital do Estado, que é visto com preocupação pelas autoridades ambientais por causa do alto nível de poluição despejados no rio Cuiabá, que faz parte das Bacias do Paraná e do Paraguai, que passam ainda por vários municípios e pela planície do Pantanal, um dos principais mananciais hídricos a serem preservados pelas obras do PAC.

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