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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Mauro Mendes tornará pública situação financeira de Cuiabá

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Com pouco mais de 20 dias no comando da Prefeitura de Cuiabá, o prefeito Mauro Mendes (PSB), que passou cerca de dois meses dentro do Palácio Alencastro acompanhando os trabalhos de transição junto ao ex-prefeito Chico Galindo (PTB) e no ano passado, durante sua campanha, buscou uma série de levantamentos à respeito do município, reconhece que é na situação financeira da administração que encontrou as maiores diferenças desde que assumiu o mandato.

Ele afirma que esperava que a realidade encontrada fosse dura e garante que está preparado para enfrentar os desafios, mas nos bastidores, o que se percebe é muita preocupação. Mendes procura se cercar de todas as medidas legais para não empenhar sua gestão no pagamento de contas deixadas por seus antecessores.

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Para isso, buscará apoio popular. No final do mês, o prefeito promete abrir para a população um relatório da situação financeira da prefeitura. Desde o início do ano, tem feito sua equipe debruçar-se em relatórios a fim de apresentar os valores exatos devidos pelo município. "As pessoas têm direito de saber qual é o caixa da prefeitura", destacou.

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Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

No relatório, ele deve especificar quanto o Executivo deve a cada órgão, como a própria Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), cuja dívida estimada é de aproximadamente R$ 6 milhões, débitos com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), entre outros. Desta forma, ele revelará ao público o diagnóstico sobre os restos a pagar identificados em sua gestão.

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Mendes evita falar em números até a apresentação do relatório, mas sabe-se que a situação não é das mais animadoras. Galindo abriu o exercício de 2012 com cerca de R$ 144 milhões de restos a pagar, sendo que desses, R$ 136 milhões já estavam processados.

Os números referentes até o final do 4º bimestre do ano passado, apresentados em audiência pública realizada na câmara em 21 de setembro, apontavam que, do montante inicial, ainda restavam mais de R$ 64,3 milhões de restos a pagar.

Excluído o liquidado desta quantia até o final do ano, resta à gestão o saldo somado ao acumulado durante 2012. Especula-se que a quantia já esteja próxima de R$ 200 milhões, mas o prefeito evita o assunto. Contudo, somente no exercício/2012, a diferença entre os valores empenhados e os liquidados é superior a R$ 3,319 milhões.

Uma das maiores diferenças está no programa de expansão e melhoria da infraestrutura, para qual foram empenhados R$ 229,965 milhões em recursos para a execução de ações e o valor liquidado foi de quase R$ 1,2 milhão inferior.

Vale ressaltar que a receita estimada pelo ex-prefeito na elaboração da peça orçamentária para o exercício de 2012, no final do ano anterior, era de aproximadamente R$ 1,4 bilhão, mas o valor disponível ao município para aplicação em ações foi R$ 165,6 milhões menor.

Para este ano, o orçamento previsto é de cerca de R$ 1,6 bilhão e Mendes já enfrenta a primeira baixa com a suspensão de repasses do Ministério da Saúde.

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