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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

STF conclui votação de agravo e mantém Eder em liberdade

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Coube ao ministro Gilmar Mendes, da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), desempatar a votação no agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) na tentativa de manter preso o ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, investigado na Operação Ararath e já réu em três processos decorrentes de dois inquéritos já finalizados. A decisão por três votos a dois foi favorável a Eder que permanecerá solto.

O agravo começou a ser julgado no dia 25 de junho pelos ministro da 1ª Turma do Supremo, mas a votação foi adiada após um pedido de vista feito pelo ministro Luiz Fux. Quando o julgamento foi retomado em agosto, Fux votou pelo não provimento assim como já tinha votado o relator, ministro José Antonio Dias Toffoli, beneficiando Eder para continuar solto.

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Porém, a ministra Rosa Weber e o presidente Marco Aurélio votaram pelo provimento do recurso, o que manteria Eder preso. Dessa forma, o desempate ficou a cargo do ministro da 2ª Turma. A votação foi retomada, ontem, quando Gilmar Mendes votou pelo não provimento do agravo, ou seja, pela não aceitação.

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Eder Moraes foi preso na 5ª etapa da operação Ararath deflagrada no dia 20 de maio e passou 81 dias preso. No complexo da Papuda em Brasília ele ficou preso até o dia 23 de julho quando foi transferido para Cuiabá e continuou preso até ganhar um habeas corpus na noite do dia 8 de agosto, concedido pelo ministro Dias Toffoli. Ele só deixou o Complexo da Polinter no dia seguinte, num sábado.

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Processos – Moraes já é réu em 3 processos que são resultado de 2 dos 11 inquéritos já concluídos da Operação Ararath. Nesta sexta-feira (10), ele volta a ser interrogado pelo juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider juntamente com o ex-secretário adjunto de Fazenda, Vivaldo Lopes Dias. Ele é acusado de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro.

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