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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Cuiabá: vereador pedetista diz que oposição não precisa do PR

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A possível ida do Partido da República (PR) para o grupo oposicionista encabeçado pelo senador Pedro Taques (PDT) continua sendo alvo de críticas feitas por lideranças partidárias e pré-candidatos do bloco de oposição. Na Câmara Municipal de Cuiabá, foi a vez do vereador Adevair Cabral (PDT) rechaçar tal possibilidade e dizer que uma  união do PR, sob comando do deputado federal Wellington Fagundes, com os oposicionistas não é vantajosa para a coligação e soaria como incoerente. O motivo é que o PR está no governo há 12 anos e comanda 7 secretarias estaduais na atual gestão Silval Barbosa (PMDB).

“Veja bem, coligar com o PR proporcionalmente é suicídio, um partido que tem 7 deputados estaduais, quer coligar com o PDT na proporcional. Eu como pré-candidato sou contra essa reivindicação do PR. E também quero saber se o PR vai deixar todos os cargos que existem no governo de Mato Grosso porque o PDT não tem nenhum cargo no governo do Estado. O PR tem hoje em torno de 7 secretarias e mais o Detran”, disse ressaltando que trata-se de uma coligação adversária ao atual grupo que está no governo. “Ele quer abandonar o barco que está afundando para poder aderir ao arco de aliança de oposição”, sustentou Cabral.

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O vereador disse compartilhar da opinião de Percival Muniz (PPS), prefeito de Rondonópolis, que disse numa entrevista que se for para "perder 2 para ganhar 1" não é interessante. A fala diz respeito à insatisfação do DEM do senador Jayme Campos que deverá abandonar o projeto de Pedro Taques caso o PR coligue e exija a vaga ao senado para Wellington Fagundes.

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Jayme é naturalmente o candidato a reeleição e não aceitará ser “patrolado” por Fagundes que por sua vez não quer abrir mão da possibilidade de ser o candidato indicado para a única vaga no Senado. Ele legisla em seu 5º mandato de deputado federal e espera essa oportunidade há anos, mas nas eleições de 2010, teve que ceder para permitir que Blairo Maggi disputasse pelo grupo governista.

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Adevair Cabral ressaltou ainda que 11 partidos (PDT, PSB, PPS, PP, PSDB, DEM, SDD, PTB, PRP, PSC, e PT do B) já estão comprometidos com o grupo de oposição, número que ele considera suficiente. Em seu entendimento, o grupo de Taques “não precisa do apoio do PR”. O vereador destacou que os 11 partidos estavam todos presentes na reunião noturna realizada na noite de segunda-feira (12) na casa do senador Pedro Taques em Cuiabá, menos o Partido da República.

“Então o PR está fora, não está no arco de alianças, ele quer aderir ao arco da oposição, mas a maioria dos partidos que já estão no arco de aliança da oposição é contra a entrada da PR. Não estou dizendo por mim, mas pelos próprios partidos. Percival Muniz (PPS) é contra, Nilson Leitão (PSDB), Jayme Campos é contra. Se você vai perder alguns desses que já estão coligados para poder aderir o PR que já está com o governo do Estado e comprometido até o pescoço com o governo, é uma situação complicada, lamentável.  A população talvez não consiga entender essa coligação”.

O vereador Onofre Júnior (PSB) do partido de Mauro Mendes que por sua vez tem se vangloriado de ser o articulador da ida do PR para o bloco oposicionista, compartilhou da fala de Adevair. “Sem querer dar palpite na casa dos outros, eu acho que é levar bordoada dos 2 lados, deixar o governo nesse momento vai soar oportunismo e traição. Vai levar pancada da base do governo e vai levar pancada do lado da oposição. Acho que o PR tinha que pensar bem na sua vida daqui pra frente”, destacou Onofre.

Vale destacar que Adevair Cabral, na Câmara Municipal integra a base governista e defende a gestão Mendes. Mas por outro lado, ao recusar a aproximação do PR, vai contra os interesses de Mauro Mendes que é o principal articulador da ida do PR para a oposição. O socialista tem se “vangloriado” na imprensa dizendo que “missão dada é missão cumprida”, dando a entender que já conseguiu seu objetivo de tirar o PR do governo e integrá-lo à oposição. Questionado sobre essa situação, Cabral disse que uma coisa não nada a ver com a outra. “Estou defendendo a maioria dos partidos que estão dentro do arco de aliança que ainda estão tentando entender o PR que está há 12 anos no governo e agora quer vir pra oposição sem deixar os cargos”.

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