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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Presidente estadual do PDT reprova aliança do PR com Taques

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A aproximação do PR com o PDT dependerá de longas discussões, devendo passar por análise crítica de líderes pedetistas. O presidente regional do PDT, deputado estadual Zeca Viana, revela em sua análise a falta de simpatia com eventual aliança entre as duas legendas. “Na minha opinião particular, como presidente, vejo essa possibilidade com preocupação, porque somos oposição e o PR faz parte do governo. Temo também pelo esvaziamento do discurso”, afirmou em menção às “observações” que seu partido faz em relação à atual gestão estadual, da qual os republicanos fazem parte. Ele vai mais além ao frisar que a decisão sobre uma aliança com o PR passa por definição da agremiação, numa discussão de grupo, e que se for esse o rumo, “os republicanos devem vir sem imposições”.

A declaração de Viana surge em defesa do alinhamento do bloco, do qual faz parte o DEM do senador Jayme Campos, que postula a reeleição. No PR, o projeto está centralizado no nome do presidente estadual, deputado federal Wellington Fagundes. A adesão dos republicanos à oposição gera controvérsias sobre a definição do candidato do bloco para a corrida à senatória.

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Zeca é conhecido no meio político por sua postura ímpar em relação à coerência de discurso, independente dos dissabores que provoca no próprio partido ao manter defesa pelos ideais partidários. É nesse sentido, que ele também reconhece a importância da continuidade no grupo dos “companheiros” desse projeto, ou seja, o Democratas, o PSDB, o PV e o PPS do prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz.

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O dirigente partidário lembrou, mais uma vez, que o PR até hoje não entregou os cargos do staff de Mato Grosso. Essa foi uma espécie de condição do bloco, sugerida pelo líderes democratas e tucanos, para dar sequência aos entendimentos com os republicanos. “Eles não deixaram os cargos, então fazem parte dessa gestão que fazemos ponderações, porque somos oposição”, acrescentou.

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Justamente em razão dessas “ponderações” sobre a administração pública de Mato Grosso, boa parte na voz de Viana, é que o senador Blairo Maggi chegou a se desentender com o pedetista. É que as críticas atingiram a gestão de Maggi, em dois mandatos (2003/2010), tendo eco no modelo vigente porque o PR continua na governabilidade chefiando pelo menos seis pastas do primeiro escalão. Para Wellington, a permanência no staff se justifica porque o partido ajudou a eleger o governador Silval Barbosa, sendo natural a integração à administração.

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