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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Cuiabá: vereador defende cassação de ex-presidente da câmara

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O vereador Faissal Kalil (PSB) é defensor da cassação do mandato do vereador João Emanuel (PSD). Ele destacou, em entrevista a uma emissora de TV da capital, que para este ano está previsto o início dos procedimentos que poderá resultar na cassação ou não de Emanuel. Faissal defende que seja aberto um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra o colega. Para Kalil, a falta de transparência foi o erro mais grave na gestão de Emanuel.

João Emanuel renunciou a presidência da Câmara, após a Operação Aprendiz, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que o investiga pelos crimes de fraude de licitação e grilagem de terra.

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Kalil (foto) não poupou críticas ao parlamentar e disparou que “no começo até acreditou que João Emanuel quisesse fazer uma gestão democrática, de renovação e transparência” e disse que se sentiu enganado pois ele (Faissal) votou em João para assumir a presidência do Legislativo cuiabano.

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“Eu acho que configurou sim, a quebra de decoro parlamentar, não pelo fato dele (Emanuel) ter chamado os vereadores de artistas, mas pela falta de transparência no decorrer de sua gestão e, principalmente, por não ter quitado de despesas fixas, como o da previdenciária. Este é o caso mais grave, pois como ele não quitou em dia, gerou multa e juros de quase R$ 300 mil. Outro erro grave, que foi promessa de campanha dele, inclusive, foi a reformulação do Regimento Interno, que não aconteceu. Espero que para esse ano possamos reformulá-lo, pois há várias normas contraditórias”, destacou.

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Faissal disse que 2014 será um ano de contas a pagar e por falta de gestão e transparência, a Casa encerrou o ano de 2013 em débito com fornecedores. Ele acredita que o atual presidente, Júlio Pinheiro (PTB), não vai cometer os mesmos erros que Emanuel cometeu e garantiu que ficará em cima do petebista e cobrará balancetes mensais da presidência.

Os fatos negativos da gestão de Emanuel a frente da Casa de Leis e as constantes notícias envolvendo o parlamento, para Faissal, prejudicaram a imagem dos demais vereadores e “ofuscou” o trabalho deles.

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