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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Governo conta com a recriação da CPMF, confirma relator do orçamento

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A recriação da CPMF é uma “necessidade política”, já que o governo precisa recuperar recursos perdidos com a queda na arrecadação nos últimos meses e promover novos investimentos. A afirmação é do relator do orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), que, esta semana esteve com o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, com quem tratou de assuntos relativos à tramitação da proposta orçamentária. “O Executivo vai ter de recuperar verbas previstas. Ninguém sabe qual o clima no Congresso no ano que vem. Fatos novos se sucedem todos os dias, há manifestações políticas e de partidos. O governo precisa da receita e vai fazer todo esforço para aprovar a CPMF", declarou. "Dizer hoje se em abril vai ter clima para votar alguma coisa é exercício de futurologia”, completou o parlamentar.

Barros disse que o Planalto espera contar com o apoio de governadores e prefeitos para aprovar a proposta de recriação da CPMF (PEC 140/15), em tramitação na Câmara. O relator explicou que a contribuição precisa ser aprovada até maio, para que a cobrança do imposto possa ser feita de setembro a dezembro de 2016, após a vigência de um prazo de 90 dias para inicio de sua vigência.

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Ministro da Fazenda
Em relação ao novo ministro da Fazenda, Ricardo Barros salientou que Nelson Barbosa tem uma “visão desenvolvimentista, de quem acha que pode conciliar o ajuste fiscal com a alavancagem da economia pelo próprio governo”, desde que haja recursos para tal.

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Segundo assessoria, o relator comentou que a meta fiscal de 0,5% para 2016 está mantida e que o Planalto vai fazer o esforço necessário para atingir esse patamar, a fim de que, no final do próximo ano, não tenha de pedir ao Congresso Nacional a sua revisão. Ele ressaltou que a receita primária de 2015 é de RS 1,447 trilhão, enquanto a de 2016 atingirá R$ 1,451 trilhão. “Praticamente teremos o mesmo dinheiro para gastar. Temos de fazer superavit, as despesas subiram 12%, a arrecadação caiu 5%. Há aperto fiscal. O orçamento, no geral, tem cortes. Algumas exceções foram a educação, que recebeu mais R$ 600 milhões, e o seguro agrícola, no qual acrescemos R$ 341 milhões por conta das mudanças climáticas”, apontou.

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Barros explicou ainda que houve um aumento de quase R$ 10 bilhões para a saúde em 2016, além de um fundo especial de R$ 500 milhões para combater o Zica vírus e outros R$ 500 milhões para o programa Farmácia Popular. “O orçamento de Minas e Energia subiu 130%, com o aporte de R$ 5,9 bilhões na Eletrobras. O orçamento do Esporte subiu 11%, por conta das Olimpíadas. No desenvolvimento social, houve recomposição de R$ 200 milhões. No Judiciário, houve corte médio de 5%. No MPU, a redução chegou a 1,9%. Na Polícia Federal, o corte foi de 3,7%. O investimento subiu de R$ 37 bilhões para R$ 45 bilhões, com o orçamento impositivo e as emendas de bancada”, detalhou.

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