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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Leitão defende continuidade de investigações contra presidente da Câmara

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O deputado federal Nilson Leitão, vice-líder do PSDB, defendeu que as investigações contra o presidente da câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tenham prosseguimento no no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o parlamentar mato-grossense, há indícios de que o peemedebista tenha dinheiro irregular em contas na Suíça. “A investigação corre paralelamente ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Uma coisa não conflita com a outra. Então, na minha opinião, tem que ser apurado, porque ele (Cunha) pode ter cometido um crime. Dentro da câmara já fizemos nosso papel que é instaurar um processo no Conselho de Ética”, afirmou, ao Só Notícias.

No início de novembro, ao saber que a bancada do PSDB havia formalizado seu pedido de afastamento, Eduardo Cunha teria “descontado a raiva” em Nilson Leitão, vice-líder dos tucanos no Legislativo. Testemunhas relataram que o presidente da câmara teria chamado o partido de “ingrato”, vez que teria contemplado a oposição com espaço na Mesa Diretora e funções de destaque nas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).

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Conforme Só Notícias já informou, Eduardo Cunha foi acusado de participar do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Dados enviados pela Suíça à Procuradoria Geral da Suíca (PGR) teriam comprovado a ligação do peemedebista com contas secretas no exterior. A hipótese investigada é que o dinheiro tenha sido desviado da Petrobrás. No Conselho de Ética, Cunha pode ter o mandato de deputado cassado.

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O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), convocou para a próxima terça-feira, às 9h30h, uma reunião do colegiado para apresentação e votação do relatório do deputado Marcos Araújo, que assumiu ontem a relatoria do processo contra Eduardo Cunha. Para garantir que a apreciação do relatório não seja atrapalhada por manobras de aliados do presidente da Câmara, Araújo já convocou reuniões do Conselho também para a tarde de terça-feira e para quarta-feira (16), manhã e tarde.

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A sessão de ontem foi marcada por várias manifestações de apoio ao ex-relator do colegiado Fausto Pinato (PRB-SP), substituído pelo deputado, Marcos Araújo. O presidente do Conselho ressaltou que, apesar de ter cumprido a ordem da primeira vice-presidência da Casa de afastar Pinato, vai recorrer da decisão. Araújo disse que, antes da escolha do relator, foi orientado pela Secretaria-Geral da Mesa de que, no momento do sorteio para escolha do relator, o bloco político que estaria valendo seria o bloco atual, e não o arranjo político do início da legislatura.

Pelo regimento, parlamentares do mesmo bloco ou estado do representado não podem ocupar o cargo. Atualmente o partido de Pinato, o PRB, não faz parte do bloco do PMDB, mas, no início da legislatura, Pinato compunha o bloco de Cunha. “A SGM disse que o bloco a ser seguido era o novo bloco. Foi a informação que tivemos à época. Se fomos induzidos ao erro, paciência”, esclareceu.

O líder da Rede, Alessandro Molon (RJ), considerou a informação dada pela Secretaria-Geral da Mesa gravíssima. “Se o vice-presidente tomou uma decisão contrária ao entendimento existente, é uma informação muito grave”, criticou.

Pinato agradeceu o apoio que recebeu de parlamentares governistas e oposicionistas e disse que pessoalmente não vai "mover uma palha" para voltar à relatoria. “Eu acredito na maioria desse Parlamento. A decisão foi feita monocraticamente. Confio nessa presidência e na grande maioria dos parlamentares que representam o país. Caso façam algum recurso para eu voltar e eu não volte, quero dizer da confiança [que tenho] no novo relator. Podem me tirar a relatoria, mas continuo sendo segundo vice-presidente desse Conselho de Ética”, disse o ex-relator do caso.

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