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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Neurilan Fraga assume comando do PSD e busca aproximação com governador Pedro Taques

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Definido pelo presidente da executiva nacional do PSD e ministro das Cidades, Gilberto Kassab, como presidente da comissão provisória da sigla em Mato Grosso, o presidente da Associação Mato-grossense de Municípios (AMM) e prefeito de Nortelândia, Neurilan Fraga, buscará a aproximação da legenda com o governo Pedro Taques (PDT).

Criado em 2011 com a alcunha de ser uma sigla independente, o partido teve como seus fundadores em Mato Grosso o ex-deputado estadual José Riva e o ex-vice-governador Chico Daltro, que até então respondia pelo comando do diretório estadual do partido. Ambos estão no rol dos principais adversário políticos do pedetista.

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“Enquanto eu for presidente vou estar trabalhando o partido para essa aproximação com o governo. Isso não significa, faço questão de ressaltar, submissão, até porque isso não é bom nem para o governo e nem para o partido”, explicou Fraga.

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De acordo com ele, a proposta é buscar uma relação mais amistosa e de parceria com o Executivo Estadual. “Queremos ajudar a fazer esse processo de construção de Mato Grosso. O PSD é o partido com o maior número de prefeitos, então temos que ter a responsabilidade de ajudar a construir o Estado, não poderia ser diferente”.

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Em diversas reuniões com Kassab, ele levou o pleito de que a condução do partido fosse realizada por prefeitos. A comissão estipulada pela executiva nacional conta com cinco prefeitos, um ex-prefeito e um advogado. O grupo é responsável pelas diretrizes do PSD de Mato Grosso nos próximos dois meses.

“Nós temos a missão agora de abrir o diálogo com os deputados que estão insatisfeitos, com os prefeitos, vereadores, vice-prefeitos, presidentes do partido e militantes para construir um pacto no sentido de ficarmos juntos e fazer com que o partido continue rumo ao seu crescimento no Estado de Mato Grosso”.

Apesar da insatisfação de alguns deputados com o partido ter se iniciado ainda no período eleitoral, o cenário de crise no PSD ganhou força quando foi anunciado o nome do ex-deputado federal Roberto Dorner para conduzir a sigla e os sinais de debandada se acentuaram com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou o risco de perda de mandato para detentores de cargos majoritários que queiram trocar de partido e a aprovação, na Câmara dos Deputados, da janela que garante a mesma condição aos deputados e vereadores.

A aproximação com o governo teria o intuito de evitar uma debandada de lideranças, já que muitos sinalizam o desejo de acompanhar Taques em uma nova sigla. No entanto, o posicionamento deve afastar pessedistas como a deputada Janaina Riva, por exemplo, e também não será capaz de segurar o deputado Pedro Satélite.

Mesmo sendo um dos defensores da adesão do PSD à base do governo, ele afirmou que a decisão de deixar o partido já está tomada. Para Satélite, trata-se de um problema da executiva nacional, que pouco tem feito pelo Estado.

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