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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Juíza coloca em segredo de justiça ação contra Riva e outros 24 acusados

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Passou a tramitar em segredo de justiça a ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Estado (MPE) conta o ex-deputado estadual José Riva, sua esposa Janete Riva e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, e outros 22 réus, entre pessoas físicas e jurídicas. A determinação é da juíza da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular, Célia Regina Vidotti.

Todos os réus são acusados de fraudarem contratos licitatórios na modalidade carta convite, pregão presencial e concorrência pública, visando a aquisição simulada de material de expediente, artigos de informativa e outros junto às empresas.

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A ação foi proposta em dezembro do ano passado, quando o juiz plantonista Luís Fernando Voto Kirche atendeu pedido de liminar do MPE e determinou o bloqueio de bens do ex-deputado e demais acusados, em um montante que chega aos R$ 397.249.668,38. "Considerando a medida de indisponibilidade de bens decretada e a juntada de informações de caráter pessoal acobertadas por sigilo, este feito deverá tramitar sob segredo de justiça", diz trecho da decisão.

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Na época, além do ressarcimento de danos ao erário, responsabilização por ato de improbidade e indisponibilidade de bens, o MPE pedia ainda o afastamento de cargo públicos aos réus que o exercessem, o que não foi atendido pelo magistrado.

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Conforme a ação, o Ministério Público instaurou um inquérito civil para investigar informações e documentos oriundos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Em interceptações telefônicas e investigações, o Gaeco teria desvendado “um arcabouço de esquemas de surripio do dinheiro público através de funcionários públicos e empresários, engendrado principalmente por José Riva”.

Os recursos seriam da Assembleia Legislativa, onde o deputado exerceu mandato por mais de 20 anos e com atribuições de presidente ou primeiro-secretário. Durante esses anos, quando Riva foi afastado da presidência, quem assumiu o cargo foi o ex-deputado Sergio Ricardo, atual conselheiro do TCE. Conforme o MPE, ele teria continuado o esquema.

Propostas no âmbito das investigações da operação Ararath, as acusações também são feitas na esfera criminal, na qual tramita a ação decorrente da Operação Imperador, deflagrada pelo Gaeco em 21 de fevereiro, quando Riva foi preso em Cuiabá. Neste processo, a defesa do ex-parlamentar aguarda pedido de relaxamento de prisão feito à magistrada Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal.

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