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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Prefeitos de MT vão ter ano de muitas dificuldades, diz deputado federal

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O coordenador da bancada parlamentar de Mato Grosso, deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), afirmou, em entrevista ao Só Notícias, que os prefeitos mato-grossenses terão que conviver com um ano de aperto econômico e cortes nos orçamentos. Isso faz parte do efeito cascata em decorrência no corte do orçamento do governo federal e também nas emendas parlamentares, as quais os deputados têm direito.

Fonseca explicou que o corte nas emendas parlamentares não foi linear e varia entre 20% a 30% dependendo da área indicada ou ministério responsável. Segundo ele, duas das áreas mais impactadas por estes cortes nas emendas foram a Saúde e Educação. Desta forma, os políticos que indicaram obras ou recursos para estas áreas muito provavelmente não terão seu pedidos atendidos pelo governo. “Vai ser um ano de muitas dificuldades”, resumiu.

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Conforme Só Notícias já informou, uma das emendas que foram cortadas é a que previa R$ 14 milhões para a construção do batalhão do Exército em Sinop, do deputado federal Nilson Leitão (PSDB).

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O Ministério do Planejamento informou que o corte nas emendas parlamentares ao orçamento deste ano chegará a R$ 21,4 bilhões. O corte atingirá as emendas individuais, coletivas e de bancada. O valor representa 30,6% do contingenciamento (bloqueio) de R$ 69,976 bilhões nas despesas discricionárias (não obrigatórias) previstas para este ano.

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A constituição estabelece que parte das emendas parlamentares são impositivas, até o limite de 1,2% da receita corrente líquida do governo federal no ano anterior. Por esse critério, o governo teria de, obrigatoriamente, executar R$ 7,699 bilhões em emendas parlamentares este ano.

Apesar de estabelecer um montante de gastos obrigatórios de emendas, a Constituição autoriza o contingenciamento das emendas impositivas na mesma proporção do corte nas despesas discricionárias. Segundo o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, o dispositivo permitiu reduzir em 35,4% o volume de gastos da rubrica, para R$ 4,636 bilhões.

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