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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Juíza volta a despachar em processos de Riva e João Emanuel

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A juíza Selma Rosane Santos Arruda reassumiu, hoje, a 7ª Vara Criminal de Cuiabá e voltou a despachar em todos os processos que tramitam na vara. Ela estava de licença compensatória desde o dia 2 deste mês e sua saída coincidiu justamente com o momento em que os advogados do ex-deputado José Riva (PSD) questionavam a conduta da magistrada por ela ter mandado prender Riva e destacado em sua decisão que ele é o “ícone da impunidade, um verdadeiro mau exemplo a todos os cidadãos de bem, que pagam seus impostos”.

A magistrada entrou de licença compensatória referente aos trabalhos realizados nos plantões em plantões ainda em 2014. No seu lugar foi designado o juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá. No entanto, o tempo de permanência do magistrado também expirou e atualmente é o juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da Vara de Execuções Penais que está respondendo pela 7ª Vara Criminal de forma cumulativa.

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Na 7ª Vara Criminal, antes chamada de Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado, Ordem Tributária e Econômica e Crimes contra a Administração Pública da Comarca de Cuiabá, tramitam processos contra políticos e empresários processados por desvio de dinheiro público e esquemas que desviaram milhões dos cofres públicos, segundo o Ministério Público Estadual (MPE). E alguns dos réus, através de seus advogados colocando em xeque o trabalho da magistrada e ingressam com recursos para tentar afastá-la dos processos.

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Entre eles, estão o vereador cassado João Emanuel Moreira Lima (PSD) juntamente com o ex-secretário geral da Câmara de Cuiabá, Aparecido Alves de Oliveira, ambos réus na ação penal originada da Operação Aprendiz que desmantelou um esquema que funcionava na Câmara de Cuiabá, sob a gestão de Emanuel enquanto presidente, que desviou, segundo o Ministério Público, R$ 1,6 milhão dos cofres. Os advogados dos 2 já ingressaram com recursos contra a magistrada para que ela seja impedida de julgar a causa e acusando-a de cerceamento de defesa.

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O caso mais emblemático, no entanto, é do ex-deputado José Riva que através de seu advogado Rodrigo de Bittencourt Mudrovitsch pediu a exceção de suspeição da juíza alegando que foi vítima de uma “prisão midiática” determinada no dia 20 de fevereiro e cumprida no dia seguinte, numa tarde de sábado. Para a defesa, a magistrada já possui juízo pré-formado acerca da personalidade do ex-deputado, detendo profunda repulsa à sua pessoa.

Além do pedido para impedir a juíza de julgar os processos de Riva em 1ª instância na Justiça de Mato Grosso, a defesa tenta ainda anular o processo penal originado da Operação Imperador que também envolve a ex-candidata ao governo de Mato Grosso, Janete Riva (PSD), esposa de Riva e outras 14 pessoas rés já são na ação penal.

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