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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Sinop: com placar apertado câmara aprova novos valores para prefeitura comprar com e sem licitação

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A câmara aprovou, ontem à noite, em sessão ordinária, por 8 votos a 6, projeto de lei mudando o teto financeiro para a prefeitura fazer compras sem a abertura de licitação. A prefeitura alegou que a tabela com teto para compra de produtos e serviços estava defasada e propôs correção somando os percentuais, desde 1998, do Índice Geração de Preços de Mercado (IGPM) "para atender as reais necessidades do município". A prefeitura conseguiu aprovar, mesmo com placar apertado, que para obras e serviços de engenharia poderá contratar empresas cujas obras custem até R$ 361,9 mil na modalidade Convite. Na modalidade Tomada de Preços, o teto é R$ 3,6 milhões, mesmo valor para Concorrência.

Para outras comprar e serviços na modalidade Convite a prefeitura poderá comprar até R$ 193 mil sem fazer licitação. Na Tomada de Preços até R$ 1,5 milhão, Concorrência até R$ 1,5 milhão.

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Nas duas modalidades sem necessidade de fazer licitação, o teto passa de R$ 8 mil para R$ 19 mil (artigo 24 II, Lei 8.666/93) e de R$ 15 mil para R$ 30 mil (artigo 24, I – Lei 8.666.93).

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Na mensagem encaminhada à câmara, o prefeito alegou que os valores das modalidades licitatórias da lei 8.666/93 foram atualizados com advento da lei 9.648/1998 (maio de 1998) encontram-se completamente defasados e desatualizados" e " o projeto tem por escopo atualizar os valores licitatórios e restaurar a possibilidade de utilização de modalidades menos burocráticas. Juarez ainda expôs na mensagem aos vereadores que, com "base na resolução consulta ao Tribunal de Contas de Contas (TCE) a qual sagrou os valores das modalidades licitatórias com regras específicas de licitação e comprovou-se a legalidade por parte dos municípios atualizarem tais valores. 

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Vários vereadores se embasaram para votar contra no parecer do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) que se posicionou contrário ao projeto da prefeitura sinopense. Também foi alegado que o parecer jurídico da câmara não foi "assinado pelo advogado de carreira". Houve pareceres favoráveis das comissões de justiça-redação, finanças-orçamento, formada por vereadores. Os dois pareceres tiveram 2 votos favoráveis dos integrantes e um contrário dos vereadores que a compõem.

Em plenário houve longos debates e parte da bancada do prefeito Juarez Costa votou contrária. Hedvaldo Costa, Roberto Trevisan, o Betão, foram contrários. Júlio Dias, Fernando Assunção, Wollgran Araújo e Cláudio Santos também se posicionaram contra. Os demais, foram favoráveis.

"Vou seguir o IBAM, como sempre fiz. Vários vereadores do passado respondem (ação) por questões de casos polêmicos (e que não seguiram o IBAM)", justificou Trevisan.

"Mato Grosso tem segundo maior número de leis inconstitucionais. Sou da base de sustentação. Acompanhado (parecer) do IBAM mas considero, juridicamente, o projeto é inconstitucional", expôs Hedvaldo Costa.

O vice-presidente Carlão justificou que há parecer jurídico da câmara sendo favorável ao projeto "que vai dar mais agilidade aos trabalhos das secretarias". Jonas de Lima e Mauro Garcia expuseram que muitas licitações acabaram não sendo realizadas por falta de interesse das empresas concorrerem devido ao teto financeiro estabelecido e que as mudanças proporcionarão agilidade no trabalho da prefeitura para comprar produtos e serviços.

Vereadores de oposição criticaram a mesa diretora da câmara apontando que, em determinados momentos, foram "cerceados no direito de debater" o parecer contrário a mudança da lei. As criticas foram feitas ao presidente Mauro Garcia e ao vice, Carlão, que presidiram a sessão.

O projeto foi aprovado em primeira e única votação e agora segue para sanção do prefeito.

(Atualizada às 16h40)

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