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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Romoaldo defende Silval e aponta ‘injustiça’ com empresários que vão esperar 100 dias para receber

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O vice-presidente da Assembleia,  Romoaldo Júnior (PMDB), defendeu o estorno de parte dos pagamentos realizados pelo governo do Estado no últimos dois dias de 2014, mas afirmou que esperaruma reação rápida da atual gestão para resolver o impasse que se gerou com os fornecedores prejudicados pela medida. O deputado apontou que o problema só ocorreu porque o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) priorizou a folha de pagamento dos servidores. “O governo reteve toda a arrecadação do mês de dezembro para pagar o 13º e a folha. Só após isso, o que ocorreu no dia 29, é que foi pagar essas empresas. Mas não acredito que tenha nenhum ato ilícito no meio desses pagamentos. Até porque, ninguém vai deixar a coisa errada para fazer no último dia”, expôs.

Romoaldo responsabilizou o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi, pela falha de não enviar ao banco, junto com o pedido dos pagamentos, a documentação que atestaria os contratos entre as empresas fornecedoras e o governo. Para o peemedebista, a questão, no entanto, foi de tempo. “Os bancos têm dois dias após o pagamento para creditar das contas. Como ocorreu as trocas das senhas no dia 1º [de janeiro], que é um direito do atual governo, no dia 2 a documentação necessária não tinha sido enviada e o Fiplan estava fechado”.

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O deputado, que chegou a atuar como líder do governo Silval Barbosa na Assembleia, defendeu a iniciativa de Taques de determinar que os pagamentos só sejam feitos agora após auditoria. Segundo Romoaldo, empresários atingidos pelos estornos têm procurado na Assembleia Legislativa possíveis soluções para o problema. “Sei que muita gente não pagou nem o 13º aguardando esses recebimentos. Acho que o ato do governo novo está corretíssimo. Só espero que não demore os 100 dias, porque aqui na Assembleia, todos os dias, a gente recebe fornecedores que esperavam receber e, infelizmente, o dinheiro foi estornado. Quem perde com isso são eles. Foram injustiçados”.

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Conforme o secretário de Fazenda Paulo Brustolin, cerca de R$ 100 milhões foram pagos pelo governo nos dias 30 e 31 de dezembro. A maior parte do recurso foi destinada a empreiteiras. Desde total, pelo menos R$ 70 milhões foram estornados aos cofres do Estado por iniciativa do próprio Banco do Brasil, que identificou “falta de materialidade” nos pagamentos. Semana passada, o governo informou que adotaria as medidas cabíveis quanto ao caso dentro de um prazo de 10 dias.

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Quanto ao montante de recursos deixado por Silval Barbosa nos cofres do governo, Romoaldo reafirmou o que foi dito pelo ex-governador no dia da posse de Taques. “O que eu sei é que ficaram nas contas do governo, não só na conta única, alguma coisa em torno de R$ 800 milhões. Muitos desses valores são de convênios, de recursos vinculados à saúde e à educação, mas os recursos existem. Já a conta única ficou com um saldo positivo da arrecadação dos dias 30 e 31, que eu não sei dizer quanto é”, declarou.

Segundo Brustolin, o saldo da conta única do Estado no dia 2 de janeiro era de apenas R$ 84 mil.
 

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