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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Mulheres vítimas de violência passam a contar com Casa de Acolhimento em Sinop

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A prefeitura apresentou, ontem, a Casa de Acolhimento para Mulheres e Famílias em Situação de Violência às instituições que atuam no âmbito da proteção de mulheres vítimas de violência. A residência fica localizada em endereço sigiloso para garantir a segurança das vítimas, que passa a compor a estrutura de proteção do município, oferecendo acolhimento temporário, acompanhamento psicossocial, atendimento jurídico e suporte para que mulheres vítimas de violência possam reconstruir suas vidas.

A apresentação reuniu representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Civil, Câmara de Vereadores, Conselho da Mulher, Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Instituto Renovada e demais órgãos parceiros que atuarão de forma integrada no encaminhamento e acompanhamento das mulheres acolhidas.

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A secretária municipal de Assistência Social, Sinéia Abreu, destacou que a implantação da casa representa a concretização de um compromisso com a proteção das mulheres. “Nossa maior missão é proteger a todos e, neste caso, as mulheres vítimas de violência. Esse é um sonho que hoje se realiza. A mulher não pode se sentir sozinha. Ela precisa denunciar, e nós estamos aqui para protegê-la”, afirmou. Ela explicou que a casa funcionará em parceria com o Instituto Renovada e contará com acompanhamento permanente da equipe técnica do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). “Aqui teremos assistentes sociais, psicólogos e também o apoio institucional de uma advogada, que vai orientar e capacitar essas mulheres para que consigam sair desse ciclo de violência”, acrescentou.

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A coordenadora do CREAS, Lindiely Melo, detalhou como funcionará o fluxo de atendimento. Segundo ela, após o registro da ocorrência e solicitação da medida protetiva na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, a equipe de plantão será acionada para providenciar imediatamente o acolhimento, inclusive durante a noite, fins de semana e feriados. “Se for em horário noturno ou fora do expediente, essa mulher vem de imediato para a casa de acolhimento. No próximo dia útil, a equipe técnica do CREAS inicia o atendimento com psicóloga, assistente social e atendimento jurídico. Ela permanece na casa pelo tempo que for necessário, conforme a avaliação de cada caso”, explicou.

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Lindiely também ressaltou que o endereço da unidade permanecerá em sigilo para preservar a integridade das acolhidas. “É um local sigiloso porque essas mulheres precisam ser protegidas. Inclusive, de tempos em tempos, é recomendado que esse espaço seja realocado dentro do município, em novo endereço, justamente para garantir essa segurança”, lembrou.

A delegada titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Renata Evangelista, destacou que a unidade atende a uma antiga necessidade da rede de proteção. “Sempre tivemos essa demanda de para onde encaminhar essa mulher após o atendimento policial. Antes havia um espaço provisório, em um hotel, mas agora temos um serviço institucionalizado, integrado à rede, que permitirá oferecer acompanhamento psicológico e social para que essa mulher consiga romper o ciclo da violência. É a realização de um sonho”, avaliou.

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