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Mato Grosso é um dos três Estados com mais homens do que mulheres, aponta pesquisa

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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados hoje, apontam que Mato Grosso é um dos três estados brasileiros com mais homens do que mulheres. A publicação aponta que o Estado tem 101,1 homens para cada 100 mulheres. As outras exceções são Tocantins, com 105,5 homens para 100 mulheres, e Santa Catarina, com 100,2 homens para 100 mulheres.

Conforme divulgado pelo portal UOL, a tendência de predominância feminina se repete em todas as regiões e praticamente em todos os estados do país. No Rio de Janeiro, por exemplo, na faixa com mais de 60 anos, existem apenas 70 homens para cada 100 mulheres, e em São Paulo, na mesma faixa etária, são 76 para cada 100. Os números do último Censo, também citados na reportagem mostraram que, em 2022, a população brasileira era formada por 104 milhões de mulheres e 98 milhões homens, uma diferença de cerca de 6 milhões de mulheres a mais. Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, as chamadas causas externas, como acidentes graves e violência urbana, que vitimam muito mais homens, e o fato de as mulheres cuidarem mais da saúde explicam essa diferença nacional.

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A série histórica da PNAD aponta que o fenômeno não é recente. Em 2012, a população residente do país era formada de 48,9% de homens e 51,1% de mulheres, proporção que se manteve até 2018, com uma ligeira alteração em 2019 para 48,8% e 51,2%, percentuais que se mantiveram até 2024. Por razões biológicas, em todo o mundo nascem de 3% a 5% mais homens do que mulheres, e no Brasil essa proporção se mantém até os 24 anos, quando a população feminina ultrapassa a masculina devido ao maior número de mortes de homens adultos jovens por causas não naturais, como violência e acidentes.

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A reportagem do UOL destaca ainda que a expectativa de vida das mulheres é sempre maior do que a dos homens globalmente, atribuída ao fato de as mulheres se cuidarem mais, se alimentarem melhor e frequentarem mais os médicos, o que faz com que na faixa etária acima dos 60 anos o número de mulheres seja mais elevado. Com a transição demográfica brasileira, marcada pelo envelhecimento da população e redução dos nascimentos, essa diferença fica ainda mais evidente.

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Do ponto de vista regional, o tipo de oferta de trabalho pode elevar a proporção de homens, como em lugares com atividades como mineração e agronegócio, o que ajuda a explicar a realidade de Mato Grosso, estado com forte presença do agronegócio. A notícia veiculada pelo portal sobre a diferença do tamanho das populações conforme o gênero não é necessariamente ruim para as mulheres.

Segundo estudo do professor de Ciência Comportamental da London School of Economics Paul Dolan, citado pelo UOL, as mulheres solteiras e sem filhos tendem a ser mais felizes e saudáveis do que as casadas. De acordo com o pesquisador, os homens se beneficiam muito mais com o casamento, porque passam a se cuidar melhor, se alimentar de forma mais saudável e ter apoio emocional, enquanto as mulheres ficam mais sobrecarregadas, acumulando obrigações profissionais e domésticas, como a casa e os filhos.

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