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sábado, 7 de novembro de 2026
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Defensor descarta lotação como causa de motim no centro de ressocialização em Sorriso

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O defensor público da vara criminal, Ewerton Junior Martins da Nóbrega, confirmou não haver evidências cabíveis que relacionem possíveis falhas de funcionamento no sistema carcerário e o princípio de motim, no último dia 24, no Centro de Ressocialização de Sorriso (CRS). A unidade vem operando com base no limite estabelecido, de 227 presos, após a ação judicial que determinou a interdição parcial em novembro de 2025.

“A unidade é projetada para 166, mas estabelecemos que seria razoável até 227, e foi verificado um dia antes da notícia sobre o motim, eu estive em inspeção”, e “não teria a ver com superlotação, foi algo isolado”. “No Estado, tivemos 18 unidades interditadas (em decorrência dos números irregulares de detentos), é necessário um avanço sentido”, “hoje a situação em Sorriso é controlada, por conta da remoção que foi operada e a retirada do excesso”, declarou Nóbrega.

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Além de conferir o número de pessoas presas, a equipe da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso conversou individualmente com os detentos de todas as celas, incluindo os participantes do Projeto Renascer, que trabalham com marcenaria e realizam cursos de capacitação. O objetivo foi ouvir as reclamações e pedidos dos reeducandos sobre o andamento dos processos, atendimentos médicos e as condições do local, como higiene e alimentação. 

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Conforme Só Notícias já informou, na época, havia apenas 166 vagas para 378 detentos, além de outras irregularidades como falta de espaço, falta de água, esgoto precário, alimentação insuficiente e de má qualidade. A situação do presídio foi apontada como lesiva aos princípios da Constituição, como a dignidade da pessoa humana e a proibição de tratamentos cruéis. Com isso, o juiz proibiu a chegada de novos presos até o julgamento final da ação ou até que o número de internos baixasse.

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