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Projeto da Politec auxilia na identificação de mulher desaparecida há dez anos em MT

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Uma mulher que desapareceu em Cuiabá em 2015 foi identificada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) por meio do projeto Lembre de Mim, que revisa casos antigos de vítimas sepultadas sem identificação. A partir do resultado, divulgado ontem, a Diretoria Metropolitana de Medicina Legal realizou a entrega da declaração de óbito a dois irmãos da vítima, identificada como Maria Auxiliadora de Lima Silva.

A identificação foi realizada através do processamento das impressões digitais coletadas após a morte no Sistema Automatizado de Identificação Biométrica (Abis), que por sua vez realizou o cruzamento com os dados dos prontuários civis digitalizados de Mato Grosso. O sistema obteve a correspondência que foi confirmada pelo papiloscopista.

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A ferramenta possibilita o cruzamento das impressões biométricos do cadáver com a base de dados biométricos da Politec, Polícia Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.

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Conforme a papiloscopista da Politec, Simone Delgado, a tecnologia está ampliando as chances de obtenção destas identificações. Desde janeiro deste ano, o projeto já possibilitou a identificação de 46 pessoas que faleceram desde 2009. “O projeto tem o objetivo de utilizar a necropapiloscopia e os sistemas biométricos atualmente disponíveis para garantir o direito fundamental de pessoas falecidas no âmbito do IML serem identificadas’’, ressaltou.

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Simone explica que o procedimento de identificação nos casos de identidade desconhecida envolve quatro etapas. “Nós fazemos o levantamento de todos os casos de pessoas desaparecidas não identificadas; fazemos a catalogação; a digitalização das fichas; e o processamento dessas impressões digitais no sistema Abis local, que tem os registros de identificação civil. Fazemos a pesquisa no sistema Abis do TSE, e também por meio de cooperação interestadual, na qual nós fazemos a solicitação junto à Polícia Federal e junto a outros 21 institutos de identificação estaduais que possuem o sistema Abis”.

Além disso, os servidores realizam pesquisas em laudos do IML, requisições, prontuários hospitalares de evidências que possam auxiliar nas buscas pela identificação.

Para a irmã de Maria, Norma Terezinha Ribeiro Moares Costa, a resposta da identificação foi recebida com alívio frente ao sentimento de angústia da espera. “Foi um sofrimento muito grande, pois foram dez anos de espera e buscas sem saber que rumo ela tinha tomado. Esperávamos encontrá-la com vida. Porém, ao recebermos a notícia tomamos um certo tipo de alívio, pois sabemos que ela não morreu de forma violenta, e o sofrimento vai ser amenizado daqui para frente, pois agora temos a certeza de que vamos sepultar a nossa irmã de forma digna e dar um bom descanso para ela”, revelou.

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