Ambiente de testes · não indexado pelos buscadores
sábado, 7 de novembro de 2026
Publicidade
E-01 · 1190 × 250E-01 · 336 × 100Super banner topo
Política

Presidente do TCE diz que derrubada da moratória da soja acabará com impactos que aprofundam desigualdades

Compartilhe Facebook X Texto

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Sérgio Ricardo, considerou um grande avanço a decisão do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) de suspender a moratória da soja, imposta há vários anos, por algumas multinacionais do agro, a centenas de fazendeiros em Mato Grosso. “Nós iniciamos esse debate ao questionar para onde estavam indo os incentivos fiscais (concedidos pelo governo de Mato Grosso para as multinacionais) e vimos que muito recurso era destinado a empresas signatárias da moratória da soja e da carne. O que está em pauta são os impactos desses acordos privados para a população porque ao restringem além da legislação, eles travam o desenvolvimento de Mato Grosso e aprofundam as desigualdades sociais”, analisou Sérgio.

O pacto foi firmado em 2006 por empresas e entidades para vetar a compra de soja produzida em áreas da Amazônia desmatadas após 2008. O setor produtivo, contudo, alega que o compromisso prejudica até mesmo a soja produzida em áreas abertas legalmente. Assim, seus efeitos econômicos e sociais passaram a ser questionados em Mato Grosso, ganhando agora dimensão nacional.

Publicidade
E-02 · 300 × 420

A partir da provocação de municípios afetados pelo acordo, o TCE organizou, em maio do ano passado, o seminário sobre os impactos da moratória da soja e da carne. O evento reuniu mais de mil participantes e resultou na Carta de Maio, documento que consolidou a posição de produtores, gestores públicos e entidades representativas em defesa de políticas baseadas na legislação nacional.

Publicidade
E-03 · 600 × 100E-03 · 300 × 100
Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

Na sequência, a Assembleia Legislativa aprovou, no mesmo ano, a lei estadual 12.709/2024, que restringe, a partir de 2026, a concessão de benefícios fiscais a empresas signatárias das moratórias. Já em junho deste ano, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade parcial da norma, validando a autonomia do Estado para condicionar incentivos econômicos ao cumprimento da lei brasileira.

Publicidade
E-05 · 300 × 250E-05 · 300 × 250

Paralelamente, o TCE instaurou uma auditoria específica sobre os incentivos fiscais concedidos nos últimos cinco anos. Sob relatoria do conselheiro Antonio Joaquim, o trabalho está em andamento e analisa se os R$ 10,8 bilhões de renúncias registrados em 2023 efetivamente se traduziram em geração de empregos, arrecadação e redução das desigualdades regionais.

Com apoio técnico da Fundação Getulio Vargas, a iniciativa resultará em diagnóstico sobre o impacto econômico e social dessas políticas. “Se está no orçamento, está na lei, o Tribunal de Contas tem obrigação de entrar no debate. Com isso, estamos tratando de discussões de Estado e contribuindo com os governos na implementação de políticas públicas”, avalia o relator.

A informação é da assessoria do tribunal.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui. 

Publicidade
E-04 · 600 × 100E-04 · 300 × 100

Mais sobre Política

Ver tudo →
Publicidade
E-06 · 300 × 250
Publicidade
E-08 · 970 × 250E-08 · 300 × 250Billboard antes do rodapé