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UFMT fará parte de coordenação de novo instituto de pesquisa dedicado a fungos

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico divulgou o resultado preliminar da chamada para novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). Dentre as propostas selecionadas, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) terá a vice-coordenação do professor doutor Marcos Antônio Soares, do Instituto de Biociências, campus em Cuiabá, para a criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Fungos, o FUNGOS_BR.

O instituto tem como objetivo se firmar como um centro de referência nacional e internacional em micologia, com foco na investigação da biodiversidade, genômica, funcionalidade ecossistêmica e aplicações de fungos e organismos semelhantes nos diversos biomas do Brasil. Sob a liderança do prof doutor Bruno Tomio Goto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e com a vice-coordenação do professor do Instituto de Biociências da UFMT, o projeto agrega a expertise de 85 pesquisadores brasileiros, oito bolsistas de Produtividade em Pesquisa PQ1, 15 PQ2, além de nove especialistas estrangeiros, 26 estudantes e quatro técnicos, distribuídos em 37 instituições nacionais e cinco internacionais.

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Conforme o professor da UFMT e líder do Laboratório de Biotecnologia e Ecologia Microbiana da UFMT (LABEM), a iniciativa pretende destacar o Brasil no cenário global no que diz respeito ao conhecimento e uso de sua biodiversidade fúngica. “Nosso objetivo é estabelecer uma rede nacional, com conexões internacionais entre especialistas, para promover o uso sustentável dos fungos e sua aplicação biotecnológica. Também planejamos criar um banco de preservação ex situ de espécies fúngicas, juntamente com bancos de DNA genômico, ambiental e de sequências genômicas, além de capacitar recursos humanos em áreas estratégicas como taxonomia, genômica, bioinformática e biotecnologia de fungos”, destacou, através da assessoria da instituição.

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Adicionalmente, o Instituto Nacional FUNGOS_BR se compromete a elaborar listas de fungos ameaçados, otimizar a comunicação científica ao nível nacional e internacional e disseminar o conhecimento científico para a sociedade, abrangendo escolas de ensino médio e fundamental. O projeto também prevê o lançamento de um aplicativo e a criação do Museu Virtual da Micologia Brasileira – MuViM.

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