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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

MPE designa equipe de auditores para acompanhar pagamentos da saúde em Cuiabá

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A equipe de apoio e monitoramento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre o Ministério Público do Estado de Mato Grosso e o então Gabinete Estadual de Intervenção na Saúde de Cuiabá vai auxiliar o Tribunal de Contas do Estado (TCE) no acompanhamento dos pagamentos dos fornecedores da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, que administra os hospitais São Benedito e Municipal de Cuiabá (HMC). A designação consta em despacho assinado pelo promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, da 7ª Promotoria de Justiça Cível Tutela Coletiva da Saúde.

Na segunda-feira (26), o Tribunal de Contas de Mato Grosso determinou a retenção de recursos da Prefeitura de Cuiabá e do Fundo Municipal de Saúde para garantir o funcionamento dos dois hospitais e o pagamento dos fornecedores da Empresa Cuiabana de Saúde Pública. O acompanhamento in loco pela equipe de apoio será realizado até 31 de dezembro deste ano, podendo ser prorrogado por mais um ano.

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Segundo o TCE, as medidas visam garantir o funcionamento das unidades e o cumprimento do termo de compromisso para a quitação de débitos, mediado pelo órgão em maio, e levam em consideração o não cumprimento do repasse integral dos recursos por parte do Executivo Municipal, conforme estipulado no referido termo.

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Assinado pela prefeitura, pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública e pelo Governo do Estado, o termo de compromisso tem vigência de 18 meses e abarcou garantias nos repasses conforme previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, bem como nos pagamentos dos débitos correntes e das dívidas até 31 de março de 2024, pendências que deveriam ser tratadas em um plano de pagamento gradual que não vem sendo executado.

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Dessa forma, os auditores vão monitorar desde os pagamentos das despesas correntes, mês a mês, até a quitação da dívida reconhecida, que pode se estender até dezembro de 2025, que é a data final do termo.

“Com relação à retenção, parte dos repasses mensais são oriundos do Executivo Estadual, que cumpriu com o que foi estabelecido no termo ao transferir os recursos e suspender a retenção mensal referente à antecipação de receitas da Prefeitura de Cuiabá que haviam sido realizadas no período da intervenção. Agora, as transferências estaduais e municipais destinadas à Empresa Cuiabana de Saúde Pública pela LOA do Município serão feitas diretamente ao órgão”, informou o MPE.

Conforme o documento, o não cumprimento das cláusulas pode resultar na emissão de parecer prévio contrário à aprovação das contas anuais de governo de Cuiabá. O procedimento está sob relatoria do conselheiro José Carlos Novelli, que determinou o monitoramento in loco dos recursos da Empresa e acompanhará os próximos passos do trabalho, juntamente com o presidente da Comissão Permanente de Normas, Jurisprudência e Consensualismo, conselheiro Valter Albano.

Fruto de mesa técnica instaurada no mês de abril, a solução apontada pelo TCE-MT levou em conta o apelo de médicos e prestadores de serviço, que relataram que a falta de pagamentos poderia agravar a crise na Saúde, com paralisação de cirurgias e atendimentos no HMC e no São Benedito. Para a resolução dos passivos da prefeitura, foi definida uma estratégia para obtenção de recursos, organização das despesas e elaboração de plano para a quitação de débitos atuais ou antigos referentes às unidades.

O termo de compromisso firmado no TCE-MT, agora executado, abarcou diversas ações dos entes e órgãos visando garantir o funcionamento dos dois hospitais da Capital, inclusive com total compatibilidade com as medidas ajustadas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que diz respeito à intervenção estadual na Saúde da Capital e foi firmado entre o Município, o TCE-MT, o Ministério Público Estadual (MPMT) e o Tribunal de Justiça (TJMT).

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