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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Sem FEX, governo deve escalonar folha salarial de servidores em Mato Grosso

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O governo do Estado anuncia amanhã se adotará novamente o escalonamento do pagamento dos salários dos servidores públicos em outubro. O Executivo contava com o recebimento do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), no valor de R$ 391 milhões neste mês, o que ajudaria a quitar a folha.

No entanto, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), comunicou ao governador Pedro Taques (PSDB) que o repasse deve ocorrer apenas no início de novembro, levando o Estado a buscar outras fontes de recurso para honrar o compromisso. “Vou decidir nesta sexta-feira sobre o escalonamento”, disse o tucano, há pouco.

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Embora sem confirmação pelo governo estadual, fontes afirmam que a formatação dada até o momento prevê o escalonamento salarial em três etapas. Na primeira delas, que ocorreria em 31 de outubro, receberiam servidores com salário líquido até R$ 3 mil.

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Uma semana depois, dia 7 de novembro, seria a vez da parcela do funcionalismo com vencimentos entre R$ 3 mil e R$ 6 mil líquidos. Por último, na data de 10 de novembro, os que ganham salário líquido acima de R$ 6 mil. O 13º salário dos aniversariantes do mês de outubro seria quitado no próximo dia 14, independente da faixa salarial.

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Caso opte pelo escalonamento, esta será a segunda oportunidade em que o governo Taques lança mão do parcelamento salarial. No mês de setembro do rateio da quitação da folha foi adotada, dividindo os salários dos servidores públicos em duas fatias.

No último dia de setembro receberam aqueles que contam com vencimento de até R$ 6 mil líquidos, o que representa 90% do funcionalismo público. Até 10 de outubro receberam aqueles que gozam de salário acima dos R$ 6 mil, com exceção dos servidores da Segurança Pública, que conseguiram receber no dia 7 de setembro. Foram garantidos R$ 26 milhões.

Segundo o governo, dificuldade para quitar a folha em setembro se deu pela crise econômica, mas também pelo compromisso de pagar a primeira parcela da Revisão Geral Anual (RGA), no montante de 2%, e a dívida dolarizada com o Bank Of América.

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